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Edição de terça-feira , 18 de setembro de 2018.

Improcedência da ação cível de Luíza Brunet pode custar-lhe R$ 1 milhão de sucumbência



Caio Duran /Agnews (Google Imagens)

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Foi de improcedência dos pedidos a sentença da ação cível ajuizada pela ex-modelo e atriz Luiza Brunet, de 56 anos, contra o empresário Lírio Parisotto, de 64 anos. Os dois mantiveram badalado relacionamento amoroso e ela pedia o reconhecimento de união estável. A verba advocatícia sucumbencial foi fixada em R$ 1 milhão à banca advocatícia PLKC, que defende os interesses do bilionário.

O valor da causa foi fixado pelo juiz da causa em R$ 10 milhões. A sucumbência advocatícia é de 10% sobre o valor da ação.

Em sua conta no Instagram, Luiza postou que irá recorrer da decisão.

Segundo Luiz Kignel, advogado de Lírio, a autora Luiza queria o reconhecimento de união estável com meu cliente, entre 2011 e 2016, para receber metade do patrimônio dele nesse período. “Mas o juiz Leonardo Ribeiro, da 4ª Vara da Família de São Paulo negou esse pedido disse Kignel, complementando que “em namoro não se discute patrimônio – e os dois eram namorados, não foram companheiros ou casados”.

Luiza terminou o relacionamento com Lírio após acusá-lo de agressão durante os anos em que estiveram juntos. Em junho de 2017, o investidor financeiro foi condenado na esfera criminal da Justiça por lesão corporal contra a modelo.

O empresário foi condenado, então, a cumprir um ano de prisão em regime aberto além de mais um ano de serviços comunitários. Ele sempre negou o crime. Sua defesa está recorrendo dessa decisão. A apelação criminal ainda não foi julgada pelo TJ de São Paulo.

A agressão que deu origem à ação penal ocorreu em 2016. Segundo Luíza, Lírio lhe dera um soco no olho e uma sequência de chutes que lhe teriam quebrado quatro costelas. Devido à denúncia, o Ministério Público de São Paulo obteve uma decisão judicial que proibiu Lírio de se aproximar e de manter contato com Luíza.

Na conjunção, Lírio afirma também que Luíza já o havia agredido em 2015, quando precisou receber 10 pontos cirúrgicos para a cura de ferimentos.

Riqueza

O gaúcho Lírio Albino Parisotto (Nova Bassano, 18 de dezembro de 1953) é um empresário brasileiro e um dos bilionários mais ricos do Brasil e do mundo (1.577º). É também segundo suplente do senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

Segundo a revista Forbes, tem uma fortuna superior a US$1,43 bilhão. Tem um fundo de investimentos superior a R$1 bilhão na corretora Geração Futuro. É controlador da petroquímica Innova, em Triunfo (RS).

A fortuna começou quando Lírio – que estudara em seminário para tornar-se padre, tendo depois se formado em medicina - criou a empresa Videolar em Caxias do Sul (RS). Foi quando introduziu no Brasil o conceito da fita de videocassete gravada sob medida, na mesma duração do filme. Até então, os distribuidores de vídeos domésticos compravam fitas virgens prontas, em tempos pré-determinados, e as enviavam à duplicação das cópias.

Um filme de 100 minutos era gravado em fitas VHS padrão de 120 minutos. O novo processo unificou as duas atividades (exemplo: fabricar, para um filme de 100 minutos, fitas na sua exata medida, usando assim na duplicação produto magnético apenas suficiente, sem sobras de matéria-prima, obtendo-se economia de escala).

Parisotto observou o conceito da fita VHS sob medida quando em viagem ao Japão para conhecer a matriz da Sony, como prêmio pelo destaque em vendas de sua loja de eletroeletrônicos Audiolar, em Caxias do Sul.

Lírio participou do projeto de compra das operações do Grupo RBS em Santa Catarina em que incluía a compra da emissora gaúcha que operava no Estado, a RBS TV Santa Catarina, mas acabou saindo do projeto em face dos problemas que teve com Luiza. Então optou para tocar outros negócios. Lírio possuía 25% das operações e o Grupo NC possuía os outros 75%; agora a família Sanchez possui todas as ações das operações do Grupo RBS no estado catarinense.


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