Ir para o conteúdo principal

Edição sexta-feira , 10 de agosto de 2018.

Raul Jungmann com “jota” de jumento



Por Ramon G. von Berg, desembargador aposentado (TJRS) e advogado (OAB-RS nº 3.344)
ramon@vonberg.adv.br

Antes que o atento leitor pense que estou a chamar o ministro de jumento, desde já esclareço que não é isso. Portanto, se tiver a paciência de ler até o final, tudo será esclarecido.

Remeti correspondência a um jornal da Capital dizendo que alguém deveria dar um recado para uma prestigiosa jornalista que insistia em pronunciar a palavra "subsídio" como esse fosse grafada com “z”. Mostrei-lhes que o “s” depois de consoantes como “p” e “b” tem som sibilante - e isso se aprende desde o antigo curso primário.

Alguém teria dúvidas sobre como se pronunciaria subsolo, subsequente ou rapsódia?

Pois ela nunca mais cometeu esse erro ...

Agora vejo artistas “globais” cometendo propositadamente um erro da pronúncia de “mesmo”. Ora, antigamente só falava “mêmo” aquele cidadão menos aculturado, que não teve chance de frequentar escola. Então, o que dizer de comentaristas que abocanham verdadeiras fortunas para cometer tamanho pecado contra a língua?

Entrementes, está na “crista da onda”, um cidadão que tem seu sobrenome oriundo da língua germânica (Raul Jungmann). E há poucos comentaristas que pronunciam corretamente, falando jungman; usam o “j” de jumento ...

Caberia esclarecer a eles que, na língua de Goethe, o “j” tem som de “i”.

Outros pronunciam o nome de um dos ícones da indústria alemã como se fosse americana: BE-EME-DÀBLIU, quando esse tão querido deles, o tal “dábliu” não existe na língua germânica ....

O Estado, RORAIMA, que muitos pronunciam abrindo o ditongo “ai” (Raráima), quando deveriam pronunciar “RARÂIMA’, a exemplo de andaime ou polaina...

Vejo os comentaristas falando num tal de PISSICÓLOGO, que deve ser um profissional da pesca (piscicultura).

Por último, alguns se preocupam com um improvável TISSUNANI. Que fenômeno climático será esse?

E para arrematar, essa “pérola” dos nossos gênios televisivos: a atriz Samantha SCHMÜTZ, vem tendo seu sobrenome pronunciado como se fosse com “u” da uva - mas conforme deveria ser lido, seria um “i” de Iva, já que, qualquer ser aculturado certamente saberá que um ”u” tremado (especialmente na língua germânica) tem som de “i” .

E pobre do povo a quem só ensinam asnices como essas ...


Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Charge do saite Mais Vale Saber

Do sonho ao pesadelo

 

Do sonho ao pesadelo

“Voo atrasado, ou cancelado e extravio de bagagem. As companhias aéreas fazem um cálculo do custo/benefício, preferindo transferir ao consumidor o ônus advindo de suas falhas, ao invés de ampará-lo”. Artigo do advogado Júlio Sá.

Justiça na era digital: a tecnologia como personagem processual

“Considera-se ´tempo morto´ a fase em que o processo fica parado no cartório, aguardando rotinas ordinatórias. Não é difícil que uma simples comunicação processual por carta leve meses, principalmente se em outro Estado da federação”.Artigo do advogado Renan De Quintal.

Diversidade e complexidade: um movimento de oposição para mudar a composição da OAB-RS

Os problemas da classe são objetivos e vão muito além da inauguração de sedes. Eles estão na ponta do exercício profissional cuja voz não chega até o pomposo CUBO (...). Para preservar interesses dos grandes escritórios, a entidade não se dispõe a discutir projeto de lei sobre o piso de contratação”. Artigo das advogadas Luciane Toss e Bernadete Kurtz.

Preocupante dicotomia nas eleições da OAB-RS

“Eu quero somente uma Ordem que destine recursos aos advogados que andam morrendo de fome e perdendo a saúde, sem condições de subsistência. Gostaria que a nossa OAB destinasse recursos aos colegas do interior que passam por dificuldades ainda maiores que as nossas da Capital”. Artigo da advogada Suelena Cioccari Lannes.

Montagem revista IstoÉ

Os três trapalhões

 

Os três trapalhões

“Por que esses personagens (Neymar, Eunício de Oliveira e Rogério Favreto) fazem o mundo rir do Brasil e massacram ainda mais a nossa autoestima tão em baixa”. Artigo de Antonio Carlos Prado, diretor executivo da revista IstoÉ.