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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Quatro anos sem Fernandão



Gazeta Toledo

Imagem da Matéria

No dia 7 de junho nos defrontamos com a morte trágica de um dos maiores ídolos da história do S. C. Internacional, o Fernandão. Ele atingiu um patamar no esporte muito difícil de alcançar, sendo uma unanimidade dentre aqueles que o conheceram.

Tive o privilégio de conhecer o Fernandão; lembro da primeira vez que conversamos no interior do vestiário logo que aqui chegou.

Na ocasião ele descrevia acerca da forma de treinar futebol na Europa. Afirmou que onde jogou o tempo destinado ao treino com bola, ao preparo físico, era praticamente o mesmo destinado à formação teórica. Segundo ele, além de jogar o atleta precisava conhecer futebol, entender o que o adversário estava fazendo em campo e qual a melhor forma de neutralizá-lo.

Essa sua compreensão esbarrava na realidade que verifiquei no Internacional e que, com certeza, não era diferente em outras equipes.

Estive presente em inúmeras preleções e palestras de treinadores e, segundo me afirmavam os experts, o tempo máximo de concentração para captação dos ensinamentos por parte do jogador médio brasileiro, era de cinco minutos. A partir disso, era chover no molhado.

Mas o que a nossa conversa revelou, independentemente da sua opinião, era de que definitivamente estava diante de uma pessoa diferente. Estava diante de um homem preparado, com um caráter marcante e que definia as suas relações com os seus colegas, com a direção e com a torcida.  A isso chamamos de carisma.

Fernandão exarava uma grande energia, magnetizando seus interlocutores.

Se eu tivesse que defini-lo em uma única palavra, seria com ´inteligência´. Ela estava muito acima da média dos demais jogadores que conheci. No vestiário e no campo exercia uma incontestável liderança. Os demais jogadores confiavam em suas palavras e não necessitava de nenhuma encenação para protagonizar grandes momentos.

Um deles que é exibido repetidamente foi no vestiário do Internacional no Japão, quando do mundial FIFA. Não foi um discurso, não foram berros, mas frases profundas que desafiaram o coletivo. O resultado o mundo todo soube.

A tragédia de sua morte nos colheu de surpresa e nos emocionou. Ele tinha pela frente um futuro que estava apenas iniciando. Com certeza a ele estava reservado um lugar de destaque entre os técnicos. As qualidades para tanto tinha de sobra.

A sua morte atingiu além de seus familiares e amigos mais próximos, a torcida colorada e mundo desportivo. Fernandão deixou saudades e é alvo da nossa eterna lembrança.

Há pouco conversava com alguém que conheceu pessoalmente o Ayrton Senna. Ele foi descrito como alguém que mesmo quieto, enchia o ambiente onde estava, como se magneticamente atraísse aos demais. Disse-me que seu olhar era diferente de tudo que já tinha visto.

Senna tinha as mesmas qualidades intrínsecas do Fernandão, inteligência, obstinação, sabedoria e carisma. Foram homens de uma mesma e rara estirpe.         

Tive a sorte de conhecê-lo, de vê-lo jogar, de com ele conversar.  Ele foi protagonista de um tempo que ficou marcado na história.

A homenagem da JUS VERMELHA ao eterno ídolo.


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