Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira , 19 de junho de 2018.

Ministério Público pede que brasileiros reiniciem roteadores de internet para barrar ataque



O Ministério Público do Distrito Federal emitiu um alerta para que os brasileiros reiniciem os roteadores de internet – tanto os domésticos, quanto os do trabalho. O objetivo é tentar barrar o ciberataque de um vírus que copia e rouba dados pessoais.

Além disso, é importante que o usuário reforce a senha e atualize o software de instalação do roteador. Normalmente as informações de como proceder estão contidas no manual do dispositivo. O roteador é uma espécie de antena para distribuir o sinal wi-fi.

A medida do MPF-DF reforça um alerta emitido no início deste mês pela Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI). De acordo com o comunicado, "centenas de milhares de roteadores" estavam comprometidos com o malware VNPFilter. Esse tipo de vírus é um software malicioso programado para se infiltrar de forma ilícita em um computador alheio ou até mesmo no roteador de internet.

Segundo o FBI, “esse malware específico é capaz de bloquear o tráfico da rede, coletar informações que passam pelos roteadores e deixá-los inoperantes”. Ao todo, estima-se que pelo menos 500 mil dispositivos tenham sido afetados em 54 países.

Roteadores da marca D-Link são os que teriam apresentado maior número de “invasões”.

No Distrito Federal, uma investigação da Comissão de Proteção dos Dados Pessoais – vinculada ao próprio MP – em parceria com a Polícia Civil apontou que grande parte das fraudes bancárias registradas na região foram cometidas a partir da infecção de roteadores domésticos.

A apuração está em curso. Para o coordenador da comissão e promotor de Justiça Frederico Meinberg, o VPNFilter "tem causado muita preocupação nas autoridades mundiais". Ele adverte que “quando se desliga o roteador, o vírus se desconecta e, ao tentar se conectar novamente, o estágio ativo dele manda novas informações criptografadas para o sistema."

Com os sinais ativos, Meinberg explica que, assim, a polícia consegue localizar o número de roteadores infectados. "Ainda não dá para contabilizar o número de infecções, mas é importante que as pessoas tomem as medidas recomendadas” – disse Meinberg à jornalista Marília Marques, do G1.

Detalhes importantes

Se um roteador sofrer um ciberataque, o antivírus e o certificado digital de uma página na internet não conseguem identificar a ação. Isso acontece porque o malware se aloja em um dispositivo fora do computador e, ainda assim, consegue modificar funções do sistema.

Na prática, ao acessar uma página do banco, por exemplo, o sistema entende que a informação contida ali é segura e permite que o usuário acesse a página solicitada.

Durante esse tráfego, o pacote de dados deve passar pelo roteador. Se ele estiver contaminado, vai redirecionar o usuário para uma página falsa.


Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Cem milhões de brasileiros prejudicados

Juiz que suspendeu o WhatsApp queria algo que a empresa não pode fazer. Congresso precisa evitar essa possibilidade de abuso de poder”. Artigo de Pedro Doria, editor de Vida Digital do jornal O Globo.

WhatsApp ficará fora do ar por 72 horas por decisão judicial

A determinação é do mesmo juiz que, em março, havia determinado a prisão do vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan. O saite especializado Tech Tudo anunciou hoje uma maneira de os internautas furarem o bloqueio.

A magistrada atirou no que viu, acertou no que não viu

Milhões de brasileiros usuários do WhatsApp foram prejudicados, durante cerca de 12 horas, por causa de uma ordem judicial sem razoabilidade. A origem do caso envolve três celulares - dois dos quais estão inativos há mais de um mês. Apenas uma das linhas é brasileira; duas são paraguaias.  Leia a íntegra da liminar em mandado de segurança que cassou o bloqueio.