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Edição de terça-feira, 16 de outubro de 2018.
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A Copa, as desmi(s)tificações... e as balacas!



Chargista Casso – Folha Espigão (Rondônia)

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A Copa serviu para derrubar alguns mitos e para também terminar com sacralizações. Por isso o parênteses na palavra desmi(s)tificações. Vamos a algumas.

1. Foram desmistificadas vigarices professorais, como as de técnicos que querem dar aulas de esquema tático e não combinam com os adversários. Exemplos: Tite e o Gardelón que treinou a argentina. Dois fiasquentos. Dão entrevistas fazendo olhar blasé. E querem dar lições. Não pode ser levado a sério um técnico que, para dizer que o lateral joga avançado, fala que “o externo joga espetado”.

2. Foi desmitificada a tese do cansaço, coisa muito presente nas equipes brasileiras, especialmente as gaúchas. Ah, estou com fisgada. Maratona de jogos. Pois é. A Croácia jogou três prorrogações e estava voando na final, perdendo por detalhe e sendo prejudicada pelo árbitro argentino.

3. Árbitro de vídeo: a grande salvação ou uma grande fraude? Para mim, uma fraude. Nos momentos decisivos valeu o arbítrio e o subjetivismo de qualquer árbitro. Fracassaram também os comentaristas de arbitragem. Ora, se a tecnologia serve para evitar erros, como podem ter ocorrido tantos erros na Copa? Ridículo. A Croácia foi prejudicada. Uma falta que não houve (e para isso não tem arbitro de vídeo) e um pênalti que não houve. O ex-árbitro inglês Keith Hakett diz taxativamente: não houve o pênalti marcado a favor da França. Juiz argentino e VAR afanaram a Croácia.

4. Desmitificou (e também dessacralizou) a tese dos jogadores grandões. Por aqui no Sul do Brasil, a crônica adora centroavantes grandalhões e meio-campistas que sujam o calção. Gostam mesmo de centroavantes aipins. Fuçadores (melhor seria um porco como centroavante). A França tem um grandão...que não fez gol na Copa. Inglaterra tem um. Fez...cobrando pênaltis. E caiu fora da Copa. Por aqui, antes da Copa, disseram que era a copa dos corpanzis. Pois é. O melhor da copa tem 1m72cm e o segundo melhor 1m78. Estou mentindo?

5. Quem faz mais faltas ganha. Pode até dar certo, às vezes. Mas a Croácia, que merecia ter sido campeã, não dá porrada. O centromédio não sai com o calção sujo de barro.

6. Não resisto e volto ao tema: a Europa já desnudara a farsa do excesso de jogos e o cansaço proveniente do “calendário”. Na Copa, viu-se o cansaço...talvez dos brasileiros. Que sempre cansam mais... Excesso de jogos. Por isso, a necessidade de usar time reserva...

7. A Copa derrubou teses da imprensa gaúcha. Por exemplo, que a Bélgica era a banda Los Hermanos. Pode até ser, mas, e o Brasil? Escutei - em programa de rádio de Porto Alegre - uma moça colorada dizendo que Tite saiu por cima. E que o Brasil resgatou o 7x1. Uau. Em que planeta vive a moça? A desclassificação do Brasil desmoralizou Tite. Acostumado a jogar com seleções meia-boca nas eliminatórias e amistosos encomendados, quando o bicho pegou deu cagaço. Fiasco. Neymar virou meme de gozação. Fernandinho um erro terrível. Taison? Quem? E o próprio goleiro Allison, cantado em prosa e verso pela Revista Caras do Esporte, é contestado e meio pela imprensa do centro do país.

8. O 7x1 e a Copa 2018 não têm muitas diferenças, a não ser na balaca do treinador e nos jogadores que levaram cabelereiros próprios, sendo que alguns levaram dezenas de pessoas.

9. Desmitificou a tese da “união do grupo”, balaca pregada por Tite. A delegação chegou ao Brasil pela metade. Triste fim de Policarpo do Futebol.

10. A Copa desmi(s)tificou a tese de que uma boa defesa resolve e que essas coisas tipo “duas linhas de quatro” são o máximo. Hum, hum. Minha tese: futebol é simples – e, sem craques, não vai. E a coisa piora, quando o técnico insiste com bruxinhos, tipo Gabriel Jesus. Deve ser “o espetado avançado que atravessa o terceiro terço”, algo na linha das grandes balacas que tomaram conta do futebol brasileiro. Ah, vão se afumentar. Para não esquecer outra babaquice: o jogador dá porrada dentro da área e o comentarista justifica o erro do árbitro com frases “geniais” do tipo “estavam disputando espaço”. Putz: e eu achando que futebol disputava a bola! Larguei!

11. Este décimo primeiro item é para dizer que a IVI (ou genérico) continua demais. O Zini Glu Glu ataca de novo. Finanças do Inter estão de sorte. Só entram milhões de dólares. Viva o Inter! Esse Zini...


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