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Edição de terça-feira, 16 de outubro de 2018.
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Oposição define candidatos às eleições de novembro na OAB-RS



Felipe Carmona

Imagem da Matéria

 Oposição confirmada

Um jantar marcou, na semana passada, a formação de um grupo de advogados que vão inscrever chapa às eleições (última semana de novembro, no Gigantinho) da OAB-RS. Estavam reunidos aproximadamente 150 profissionais da advocacia. A articulação oposicionista está sendo feita pelos advogados Antonio Castro, Bernadete Kurtz, Jorge Buchabqui, Lauro Magnago, Pedro Luiz Osório, Pedro Ruas e Silvia Burmeister (nomes aqui, em mera ordem alfabética).

Ontem (30) o grupo definiu os candidatos à cabeça da chapa: serão os advogados Paulo Roberto Petri da Silva (colega de banca advocatícia do ex-governador Tarso Genro) e Luciane Toss. A primeira ofensiva oposicionista já foi anunciada: combater a “omissão da Ordem gaúcha que, para preservar interesses dos grandes escritórios, não se dispõe a discutir projeto de lei sobre o piso de contratação”.

O Espaço Vital pediu a manifestação do candidato da situação, Ricardo Breier. Ele respondeu prontamente: “Vou aguardar”.

 

  Brasil brasileiro

Na terça passada Temer voou mais uma vez – foi, então, ao México, e seus substitutos de tabela tiveram que patrioticamente fugir do país para não ficarem inelegíveis. O deputado Rodrigo Maia levou a família à Disneyworld. E o senador Eunício Oliveira foi fazer compras em Miami.

Ficou no Planalto a ministra Cármen Lúcia. Ela nunca recebeu um único voto em urnas eletrônicas ou convencionais. Mas, desde abril, já assumiu quatro vezes a cadeira presidencial.

Quase três dezenas de Estados e milhares de municípios afora, o contribuinte brasileiro é obrigado a bancar 5.570 vice-prefeitos e 27 vice-governadores.

Todos têm direito a nomear assessores, receber verbas indenizatórias e desfrutar de mordomias, a mais barata das quais é o uso de carros oficiais.

 

 Mais dez no Supremo?

Há um ponto crucial nas divergências entre Jair Bolsonaro e a advogada Janaína Paschoal fugazmente anunciada como a candidata à vice-presidência da República. Ela não aceita uma questão fechada pelo concorrente à Presidência. Ele quer que já a partir do segundo semestre de 2019 o Supremo passe a ter 21 ministros – e não mais os onze atuais.

Janaina se apega num ponto: nomeando dez novos ministros, daria para garantir que Bolsonaro teria o Supremo na mão.

 Outras duas nomeações

Com os mesmos onze ministros – descartada, a priori, o aumento da corte para 21 membros – ainda assim o futuro presidente da República seguramente fará dois ministros.

Celso de Mello – que completará 75 de idade em 1º de novembro de 2020 – será então alcançado pela compulsória e terá que se aposentar no máximo em 30 de outubro daquele ano.

E Marco Aurélio Mello tem situação semelhante: fará seu 75º aniversário em 12 de julho de 2021. Até a véspera – ou antes – se aposentará.


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