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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Ruim é cantar em churrascaria e ninguém dar bola



Arte EV sobre foto Camera Press

Imagem da Matéria

O frisson do final de semana foi grande. Só a ´remotíssissima´ (sic) possibilidade de o Inter ser líder já causou muitos molhamentos. Só se falava nisso. Montaram plantões para secar o São Paulo. E domingo parecia Copa do Mundo, a final, é claro.

Torcida gremista, abra o olho! Se o Inter for campeão do Brasileirão, nada será maior do que isso. Mesmo o TRI (sim, o Grêmio é TRI-CAMPEÃO) da Libertadores nada valerá, porque não se vive de passado. E digo mais: nem o Tetra da Libertadores obnubilará o que a IVI disser sobre a conquista do Inter. IVI é IVI!...

Agora, torcida tricolor, imagine o pior quadro: Inter campeão e o Grêmio eliminado da Libertadores. E sem chance do Brasileirão, que, aliás, foi abandonado.

Esse é o paradoxo do sucesso. Mais sucesso, mais competições, mais exigências, mais cobranças, mais cansaço, o que exige maior plantel, maior entrega, menos lamúria. O sucesso pode matar. Tem de saber lidar com ele.

O Inter, por sua incompetência, apenas duas competições (desconsidero a Copa do Brasil porque a eliminação foi prematura). Perdeu o Gauchão e agora tem chance no Brasileiro. O Grêmio, pela inegável competência, cinco competições (já foi campeão em duas em 2018). E, então?

Então, que o sucesso não pode ser motivo de queixume e nem de tomada de decisões erradas. Aumenta a responsabilidade. E a arrecadação, é claro. O cantor não pode se queixar de ter de fazer muitos shows. Ruim é cantar em churrascaria enquanto todo mundo come.

No mais, algumas coisas me intrigam (ou não). Vamos por tópicos.

· Bressan, reserva, foi quem mais jogou (15) no Brasileiro. Jogou mais do que o conjunto de titulares, como Ramiro (12), Luan (13). Sei, claro, que o André entrou 15 vezes no gramado – mas, na verdade, partida de futebol ele não jogou nenhuma.

· A partida contra o Atlético foi emblemática. Não jogaram nem Jael, nem André. Os dois sairão jogando contra o Estudiantes? Hum, hum. Qual é a tese, afinal? Quem joga um jogo, não joga o outro... Ah, sim. Mas não entendi.

· De todo modo, o “cansativo” campeonato brasileiro, que não empolga a direção do Grêmio (e nem os jogadores – isso parece nítido) empolga o São Paulo e outros clubes. O SP colocou 57 mil pessoas domingo contra o Ceará. Alemanha, Itália e até Portugal enchem estádios com campeonatos nacionais. E jogam outras competições. Por aqui vigora a ditadura dos fisiologistas.

· Nesta terça tem Libertadores. Daqueles jogos de arrepiar. Com necessidade de ganhar. Esse é ´tudo ou nada´. Ups. Tudo ou nada, mesmo. Porque se não passarmos pelo Estudiantes, restará um campeonato brasileiro que, por desinteressante, já estará como as uvas verdes da fábula.

· Informação desimportante: nos meses de setembro, outubro e novembro, só haverá três partidas em meio de semana no Brasileirão. O resto é domingo a domingo. Se der tudo errado hoje na Arena, resta o consolo de que ninguém ficará exaurido com tantos jogos.

· Alguém certamente dirá: o Jus Azul está sarcástico ou irônico demais. Resposta: talvez. Afinal, sou torcedor. Torço! Peço que não se tire o direito de os gremistas reclamarem. Mas se o Grêmio passar hoje, isso ainda não tira a razão dos gremistas que criticam o uso excessivo de reservas no Brasileirão. Ou seja: reservas, ´ma non tropo´. Precisava exagerar?

· Passando hoje, ainda não teremos ganho a Libertadores. Faltarão ainda mais pedreiras. E, é claro, a tese da bala de prata estará ainda mais consolidada e estaremos todos na corda bamba. Ganhar ou ganhar. Porque, passando do Estudiantes, aí mesmo é que o Brasileirão terá apenas os bem reservas. Não, não se irritem.

· A ver!... (sem ´h´).


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