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Edição de sexta-feira, 16 de novembro de 2018.

Gleisi Hoffmann e tesoureiro do PT impedidos de visitarem Lula como advogados



A juíza federal Carolina Lebbos, de Curitiba, responsável pela execução penal de Lula determinou ontem (30) que a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e o tesoureiro do partido, Emídio de Souza, não poderão mais visitar o ex-presidente na prisão na condição de seus advogados.

A decisão da magistrada acolheu requerimento do MPF, feito em meados deste mês. O pedido foi sustentado com afirmações dos membros da força-tarefa da Lava Jato de que “as visitas ao ex-presidente feitas por políticos que se inscreveram como advogados estão transformando a sede da Polícia Federal em seu comitê de campanha”.

O MPF pediu especificamente que Gleisi fosse impedida de visitar Lula na condição de sua advogada, sob o argumento de que “ela não pode, como parlamentar, exercer a advocacia".

Inscritos como advogados de Lula, os dois - Gleisi e Emídio - tinham acesso facilitado na PF em Curitiba, onde o petista cumpre pena de 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.

Também inscrito como advogado de Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, candidato a vice na chapa presidencial, não foi incluído no pedido dos promotores. Gleisi criticou a decisão da juíza e afirmou que ela representa mais “um episódio no que afirma ser uma perseguição ao petista, pois nem a ditadura impediu advogados de visitar presos".

Julgamento do registro Lula pode ocorrer hoje

O Tribunal Superior Eleitoral vai fazer uma sessão extraordinária nesta sexta-feira (31), a partir das 14h30. A ideia é analisar pedidos de registro de candidatos à Presidência da República, nas eleições 2018, ainda pendentes de julgamento pelo plenário do TSE.

A sessão ocorrerá um dia depois do prazo final para o envio ao TSE da defesa do ex-presidente Lula (PT), preso e condenado na Operação Lava Jato. O pedido do registro dele é alvo de 16 contestações no tribunal, entre elas a impugnação formulada pelo Partido Novo.

Na quarta-feira (29), o Novo reforçou ao TSE o pedido para barrar a participação de Lula no horário eleitoral do rádio e da televisão. As peças de publicidade dos presidenciáveis no horário eleitoral serão veiculadas às terças, quintas e sábados, começando no sábado 1º de setembro.

A expectativa dentro do TSE é a de que seja levado ao plenário o pedido de medida cautelar para barrar a presença de Lula no horário eleitoral. Mas – especulações da “rádio-corredor” do CF-OAB – suscitam que ministros não descartam a possibilidade de o próprio registro do ex-presidente ser julgado.

A seu turno, o objetivo principal da ofensiva jurídica do Partido dos Trabalhadores é garantir a presença do petista no horário eleitoral gratuito.

A pauta da sessão extraordinária do TSE ainda não foi divulgada.


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