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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Predestinação? Campanha sem a presença dos (possíveis) candidatos presidenciáveis?



Arte EV sobre foto de Miguel Vallejera Blog Spot

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PRIMEIRO PONTO

No creo en brujas, pero que las hay, las hay! A expressão corresponde a um dito popular castelhano, ao qual se atribui origem galega e que aportou no Brasil por força de nossa tradição luso-espanhola, especialmente aqui nos pampas.

No início deste ano de 2018, qualquer prognóstico que fosse feito quanto à campanha presidencial certamente, por mais ousada que fosse, não se aproximaria da realidade dos últimos dias. Solidarizo-me com Oscar Wilde, para quem “a vida imita a arte, mais do que a arte imita a vida”.

Tema recorrente dos últimos meses, cuja novela ainda não alcançou o último capítulo: Lula será ou não candidato? Participará como tal das propagandas ou não?

O Tribunal Superior Eleitoral reconheceu, por unanimidade, sua condição de inelegível, enquadrado que está na Lei da Ficha Limpa. Porém, dois votos divergiram, em parte, da maioria: o do ministro Luiz Edson Fachin, acatando a recomendação, proferida em sede de liminar, pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, autorizando a candidatura de Lula, ainda que em caráter precário. A ministra Rosa Weber, por sua vez, reconhecendo que a decisão de inelegibilidade é provisória, porque depende do trânsito em julgado.

Embora vencidos, os dois julgadores se inclinaram para a manutenção de Lula nas urnas e, consequentemente, habilitando-o a participar ativamente da campanha, mesmo que recolhido à prisão, na condição de candidato provisório.

Da decisão denegatória de registro da candidatura, foi interposto recurso extraordinário, que ainda se encontra sub judice quanto à sua admissibilidade, daí porque afirmar-se que tudo pode acontecer nos próximos desdobramentos.

SEGUNDO PONTO

Nos últimos dias, o Brasil acompanhou um ato de agressão e de barbárie, quando o candidato Bolsonaro, em campanha pelas ruas de Juiz de Fora (MG) foi atingido por uma facada no abdome. Selvageria que não merece abono de qualquer sociedade civilizada.

Fato é que as condições de saúde do candidato, com boas projeções de recuperação, afastaram, pelo menos por ora, o candidato das campanhas, fazendo que o mesmo se faça representar por seu vice e por seu filho e o que mais a moderna mídia pode produzir, como, por exemplo, resgatando imagens pretéritas.

O que há em comum nas duas situações? Os candidatos que melhor desempenho obtiveram nas primeiras pesquisas levadas a efeito estão fisicamente afastados das atividades pré-eleitorais; um porque se encontra recolhido na prisão; outro porque se encontra hospitalizado.

Eta Brasil e suas diversidades!


Comentários

Rangel Santos - Advogado 11.09.18 | 10:04:07

É um absurdo aceitar como candidato um presidiário, ainda que pendente recurso nos tribunais superiores. O elemento está preso e conforme a "Lei da ficha limpa" que o próprio assinou, qualquer um que, condenado por órgão colegiado não poderá ser candidato a nenhum cargo. Desta forma, se quisermos ser levados a sério e nos tornarmos um realmente um país e não uma republiqueta das bananas, devemos cumprir a lei e repudiar a pretensa candidatura de um presidiário.

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