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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Em um ano 3,4 milhões de reclamações contra a telefonia brasileira



Chargista Lute

Imagem da Matéria

 Sabe com quem está falando?

De janeiro de 2014 a julho deste ano, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aplicou R$ 1,23 bilhão em multas às empresas de telefonia que operam no Brasil. Mas... só conseguiu receber R$ 315 milhões, aproximadamente 25% do total.

As teles costumam questionar as sanções financeiras na Justiça – o que lhes é vantajoso. Em síntese, devendo muito, pagando pouco.

As irregularidades operacionais mais frequentes são, pela ordem: mau atendimento telefônico, cobranças em valores superiores, inclusão nas contas de serviços não solicitados, não instalação de orelhões em pequenas cidades brasileiras e deficiência de sinal.

É espantoso: a Anatel confirmou que, só em 2017, recebeu 3.400.000 de reclamações de usuários das telefonias celular e convencional. Média de 283.333 por mês; 65.384 por semana; e 9.315 por dia. Dá para palpitar que se tratem de números sem precedentes, no mundo todo.

 Homenagem

Na próxima segunda-feira (24), o Tribunal de Justiça de São Paulo inaugura o primeiro busto feminino de sua longa história.

Maria Augusta Saraiva, a primeira mulher a cursar Direito do país, ganhará um busto de bronze na sede do tribunal, no Centro de São Paulo. A homenagem foi pedida pela OAB-SP.

Atualmente há 16 bustos em homenagem a juristas masculinos no tribunal paulista

 

Nascida em janeiro de 1879, Maria Augusta Saraiva rompeu barreiras impostas ao sexo feminino ao ingressar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Formou-se na turma de 1902 e destacou-se nos estudos, sendo escolhida para fazer uma viagem à Europa.

Atuou em escritórios de advocacia, defendeu causas no júri popular e foi nomeada consultora jurídica do Estado – na época, um cargo de honra. Morreu, aos 82 de idade, em 28 de setembro de 1961.

´Poder poderoso´

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou, esta semana, a concessão, à Gilead Pharmasset (Princeton, NJ, EUA) da patente do “sofosbuvir”. É o remédio usado no tratamento da hepatite C, com anunciados 95% de eficácia.

Doravante, ficam impedidas a produção e a comercialização de alternativas mais baratas.

No Rio, a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) tem investido na produção de um medicamento genérico, com preços menores, na tentativa de garantir a erradicação da enfermidade no Brasil. Essa alternativa baixaria os custos médios, por paciente, de R$ 16 mil para R$ 2,7 mil em um tratamento de 12 semanas.

Em nota, a Fiocruz lamentou que a decisão do INPI premiou a empresa estadunidense, “que não apresentou os requisitos de patenteabilidade, ou seja, novidade e atividade inventiva”.

• A “necessidade” das algemas...

Lembram do caso da advogada negra Valéria Lúcia dos Santos, aqui divulgado com primazia, que foi algemada numa audiência de JEC Cível, por determinação da juíza leiga Ethel Vasconcellos?

Pois, o jornalista Ancelmo Gois conta hoje (21), em O Globo, que a Defensoria Pública do Rio, conhecida por sua atuação contra o racismo, saiu em defesa dos dois PMs – um deles negro – que algemaram a advogada.

Para o defensor público Thiago Belotti, não houve excesso dos PMs, “pois o uso de algemas é permitido quando há resistência e fundado receio de fuga ou perigo à própria integridade física da própria pessoa e de outras”.

Tóoooing – aqui expressado com um som em homenagem à verborragia: muitas palavras para expressar poucas ideias.

• Ladrões brasileiros

O Teatro Scala de Milão, na Itália, está exibindo este mês a ópera “Ali Babà e i 40 ladroni”, baseada no clássico conto da Arábia pré-islâmica.

Até aí nada a justificar o presente registro no Espaço Vital. Mas é que, nesse espetáculo, os ladrões se escondem dentro de grandes sacos identificados com a inscrição “Café do Brasil”.

É a fama da corrupção brasileira ganhando expansão artística...

Sutil, muito sutil.


Comentários

Sinnédria Dias - Advogada 21.09.18 | 13:12:38

Sobre o caso da advogada desrespeitada e imobilizada: não há previsão de algemas para o risco de ficar, permanecer, aguardar delegado do OAB.

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