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Edição de terça-feira, 20 de novembro de 2018.
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O ´chapabranquismo´ do Grêmio sustenta Bressan e Marcelo Oliveira



Reprodução das redes sociais

Imagem da Matéria

Não existisse o fenômeno do ´chapabranquismo´ e o sistemismo no Grêmio, esses dois jogadores (Bressan e Marcelo Oliveira) já estariam longe da Arena. Mas, não adianta. O ´chapabranquismo´ faz mal a qualquer agremiação. Obnubila crises. Esconde fracassos. Escamoteia a ruindade. Resultado: prejuízo bárbaro!

Em filosofia há uma máxima que diz: “Se tudo é, nada é”.

Se os chapas brancas sempre aplaudem, é como se não aplaudissem. Aplausos só têm sentido quando também existem críticas. Caso contrário, o próprio aplauso se anula.

Com Bressan e M.O. em campo não tem placar em branco. E se estiver em branco, não nos preocupemos: um dos dois resolverá. No mínimo com gol contra. Simples assim.

O Grêmio errou ao não aumentar seu plantel. Não se atentou para as contingências. O Grêmio poupou jogadores e o resultado não está parecendo bom. Estamos em frangalhos. Mais poupa, mais lesões.

Há times que pouco poupam e menos lesões têm. O que será que acontece nos setores fisio-médicos para termos tantas lesões?

Como escrevi em um Jus Azul de dois meses atrás, tínhamos três balas. Gastamos a da Copa do Brasil. Gastamos a do Campeonato Brasileiro, que desde o inicio desdenhamos. Quando ganhamos um gostinho, já era tarde. Atiramos fora pontos preciosíssimos. Ridículos. Pontos patéticos.

Mas temos ainda uma bala. De ouro. Cara! Só que já não temos três. Portanto, agora é vencer ou vencer. E a coisa não se afigura fácil. Ao contrário. Só pedreira. E com lesões. Imaginemos o jogo contra o River com Bressan. Argh. Ou com M.O. Pânico antecipado.

Por que a direção e Renato gostam de flertar com o perigo? Há times tapados de dívidas e com vários jogadores de reposição. No nosso caso, vendemos bem e compramos não tão bem (André, Marinho e quejandos). E do meio para trás sempre aparecem eles: Bressan e M.O. Ou o Paulo M.

Esses três têm nível para jogar no Grêmio?

Outra coisa que me intriga: o esquema centroavante aipim-fuçador deu e dá errado. Cinco jogos e vínhamos bem. Sem centroavante fuçador. Contra o Bahia e o Palmeiras, chegamos a colocar dois centroavantes. E...? Não adiantou.

O diagnóstico: falta plantel e falta abandonar o ´esquema-com-centroavante-esperando-bola-na-área´. E falta-nos apoio dos chapas brancas, os quais, quando criticamos, caem de pau e nos chamam de maus gremistas.

Meu medo? São dois. Um, de o Inter ser campeão. Já demos uma mão ao colorado, derrotando o São Paulo. Mas perdemos para Vasco, Botafogo, empatamos com umas nabas, etc. A tabela para os colorados é boa.

Meu segundo medo: dar xabu na Libertadores e corrermos o risco de não ficar entre os quatro para a L.A. de 2019 na vaga-direta. Fora dos quatro significa mais jogos, mais poupação de jogadores e começa tudo de novo. Filme velho.

Sobre a IVI?

Hoje nada falarei. Como secador, depois da virada do Inter sobre o time ruim do Marlon M. Brando, o técnico fracassado, sinto-me como Guerrinha comentando jogos do Grêmio. A diferença é que sou réu confesso.

Post scriptum

Correção

Atualizei meu texto nesta terça-feira (16), às 20h, atento às corretas observações dos caros leitores que (ver abaixo) comentaram. Realmente, a vitória gremista a que me refiro foi contra o São Paulo, e não contra o Palmeiras. Desculpo-me, ressaltando a importante participação dos que nos leem, para que se possa fazer um Espaço Vital e um Jus Azul cada vez melhores.

Sigo procurando o empresário do André e do Marinho. Quero ele para vender minhas palestras e pareceres.


Comentários

Flavio Da Rosa - Aposentado 16.10.18 | 18:47:52

"No primeiro turno demos uma mão ao Inter, derrotando o Palmeiras." . Esta informação está errada, o Grêmio perdeu de 2 X 0 no primeiro turno, dois gols de William. Quanto aos gremistas que abandonam o Grêmio nos momentos ruins, um recado: Já vão tarde, isso não é ser gremista!

Daniel Lunardi - Engenheiro Eltricista 16.10.18 | 16:24:05

Parabéns, Lenio, são célebres considerações. Confesso que abandonei meu título de sócio do Grêmio, de 10 anos, quando renovaram contrato com Marcelo Oliveira. Não é possível jogador tão fraco, tanto defensivamente, como ofensivamente. Ele compromete o time. Ver Marcelo Oliveira fardado com a camiseta do Imortal Tricolor é um atentado ao meu gremissmo. Decorrência de Renato e sua bruxaria.

Marcio Wilkomm - Obrador 16.10.18 | 16:00:53
Concordo com tudo! Por esse dias conheci o "chapabranquismo" de alguns comentaristas e blogueiros, logo descobri que os mesmos tem alguma renda fazendo isso, vantagens advindas do clube. Decepção é a palavra. Outra, ouvir a Rádio Grêmio Umbro dá nojo viu!
Póli Antonio Campani - Micro Empresário 16.10.18 | 10:50:41

Prezado Lênio, Tenho lido seus comentários aqui no Espaço Vital e concordo em quase tudo que escreves, e te dou plena razão. Só quero fazer uma correção neste último comentário: no primeiro turno também perdemos para o Palmeiras por 2 a zero. Na Arena. Abraço, Póli Antonio Campani - Rio Grande - RS

Enio Roberto G. Ferreira - Advogado 16.10.18 | 10:39:56

Parabéns Dr. Lênio. Finalmente um texto abordando unicamente seu time de coração. Deixando o lado vermelho e a tão malograda IVI e suas derivações de fora de sua análise. Paga-se um preço alto quando se dá um salvo conduto a qualquer profissional, principalmente a um treinador. A crítica não só tem que fazer parte como é necessária. Como diria o falecido gremista-mor Paulo Santana: "Preteou o olho da gateada"...

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