Patrimônios milionários


Oficialmente inscritos na corrida eleitoral, os 11 candidatos a disputar a Presidência da República em outubro somam um patrimônio de R$ 23,4 milhões, de acordo com a declaração de bens entregue no TSE. A maioria dos presidenciáveis registrou elevação dos bens, na comparação com a última corrida presidencial, em 2010. A presidenta Dilma Rousseff (PT) teve 64% de aumento, enquanto o de Aécio Neves registrou variação de 303% e o de Eduardo Campos (PSB), de 5%.

Dono do maior patrimônio declarado, o advogado José Maria Eymael (PSDC) informou possuir R$ 17 milhões. A maior parte da renda dele se concentra em letras de crédito imobiliário em um banco: R$ 12,3 milhões. Ele é gaúcho de Porto Alegre, mas radicado em São Paulo, Estado pelo qual se elegeu deputado federal.

Contrastando com a fortuna de Eymael, o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO) alega não possuir nenhum bem. Segundo o advogado do PCO Juliano Lopes, o candidato mora em casa alugada e não tem carro. Ele declarou a intenção de gastar, no máximo, R$ 300 mil na campanha.

Rui Costa, Dilma Rousseff e Aécio Neves foram os últimos a registrarem a candidatura no TSE. Com o lema "Com a Força do Povo", o PT estipulou que o limite de gastos da campanha será de R$ 298 milhões.

Já a coligação da chapa tucana, com Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira, vai ser chamada de "Muda Brasil". A legenda estipulou um teto de R$ 290 milhões para os gastos com a campanha eleitoral. Em 2010, o então candidato tucano à Presidência, José Serra, registrou limite de R$ 180 milhões.