Competição de masturbação aprovada pelo crivo judicial


Um campeão de audiência da tevê japonesa, exibido à meia-noite (horário local), está provocando polêmica com uma competição de masturbação, para a qual os concorrentes são abordados na rua e convidados a participar do programa.

Depois, duas apresentadoras realizam o ato sexual até os participantes alcançarem o clímax. O vencedor da disputa é aquele que chega à ejaculação primeiro. O prêmio em dinheiro corresponde a US$ 2.000.

Detalhe: as manipuladoras do ato sexual não são coadjuvantes, mas as próprias apresentadoras do programa. Elas vestem sutiã e calcinha e usam luva cirúrgica em uma das mãos. Uma delas usa a mão direita; a outra trabalha com a mão esquerda.

Detalhe: estrategicamente colocados, dois anteparos não permitem a visualização dos membros eretos, nem os efeitos do momento final.

Outro detalhe: uma dita associação familiar ingressou com ação judicial, tendente a brecar “as imorais exibições”.

Um juiz fulminou: “o caso deve ser resolvido pelo crivo familiar (...) assiste quem quer, pode e gosta”.

O Judiciário no Japão

O Judiciário japonês é um poder independente. Compõe-se de uma rede de tribunais chamados de “hierarquia gradativa”.

O país possui um dos sistemas judiciários mais eficazes do mundo. Entre os japoneses quase não se houve falar em corrupção dos magistrados ou mesmo de lentidão da justiça.

Programa antecedente

Em abril deste ano, um outro programa no Japão havia exibido atos de masturbação ao vivo. Nele, os candidatos tinham que cantar em karaokê enquanto recebiam o ato sexual, que não era exibido. As imagens se concentravam especialmente nas reações faciais dos participantes.

Como era esperado, muitos dos concorrentes tinham dificuldade para manter a concentração. Ganhava o prêmio quem conseguisse, sem erros, cantar toda a música até o final.

O programa ficou dois meses e meio no ar.