Como passar pela alfândega sem mentir


A distinta senhora estava em um avião, vindo de Zurique para Guarulhos, onde faria conexão para Porto Alegre. Percebendo estar sentada ao lado de um padre simpático, arriscou um diálogo que logo evoluiu.

- Posso pedir-lhe um favor?

- Claro, o que posso fazer por você?

- É que eu comprei um sofisticadíssimo secador de cabelos, muito caro. Ultrapassei os limites da declaração e estou preocupada com a Receita Federal. Será que o senhor poderia levar o eletrônico debaixo de sua batina?

- Claro que posso, mas você deve saber que eu não posso mentir!

- O senhor tem feições de pessoa honesta e, por certo, os agentes não lhe farão nenhuma pergunta...

E lhe entregou o secador. O padre foi ao banheiro e retornou em seguida. O voo chegou ao principal aeroporto brasileiro.

Quando o padre se apresentou na fila alfandegária, uma agente perguntou:

- O senhor tem algo a declarar?

O religioso prontamente respondeu:

- Do alto da minha cabeça até a faixa na minha cintura, nada tenho nada a declarar.

Achando a resposta estranha, a servidora da Receita insistiu:

- E da cintura para baixo, o que o senhor tem?

- Eu tenho um equipamento maravilhoso, destinado especialmente às mulheres. Mas ele nunca foi usado.

Caindo na risada, a agente exclamou:

- Pode passar, padre! Que venha o próximo...

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Contando a história acima para descontrair o final de uma aula de Direito Canônico, em Porto Alegre, o docente foi professoral:

- A inteligência faz a diferença. Não é necessário mentir. Basta empregar as palavras certas...