Olho vivo em suposta pesquisa sobre as eleições da Ordem gaúcha!


[1ja] Pesquisa marota

A OAB gaúcha expediu nota oficial informando ter recebido “o relato de advogados e advogadas sobre uma pesquisa que está sendo enviada aos correios eletrônicos” de centenas ou milhares de profissionais gaúchos. Olho vivo, pois!

Os e-mails chegam com o assunto “Queremos ouvir a sua opinião sobre a eleição da OAB/RS 2018”. Mas não se trata de uma pesquisa oficial. É, sim, um levantamento arranjado com a intenção de conhecer anseios da advocacia, mas para canalização desconhecida e, por isso, possivelmente suspeita. Que feio!

É sutil que o e-mail do remetente esteja revestido de suposta idônea aparência, pois se apresenta como Oabrseleição2018. O provedor de remessa é o Gmail – que já está sendo solicitado a informar, formalmente, quem é o efetivo titular das remessas que passam “gato por lebre”.

Ao arrematar que “qualquer pesquisa feita pela OAB-RS será devidamente veiculada no saite da entidade” e que “além disso, será usado como remetente um e-mail oficial identificado pelo domínio oabrs.org.br", a Ordem recomenda aos membros da advocacia gaúcha que “não submetam seus dados e informações particulares sem antes confirmar a origem do emissor”.

 [2ja] Menos burocracia

Fim da obrigação de reconhecimento de firma, dispensa de autenticação de cópias e mais agilidade na transferência de veículos. Esses são alguns dos dispositivos do projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (4) no Plenário do Senado. O texto segue para a sanção da Presidência da República. Quando em vigor, a nova lei dará um duro golpe financeiro na receita dos tabelionatos.

Formalmente, o objetivo é “racionalizar e simplificar atos e procedimentos administrativos”.

Com a nova norma, os órgãos públicos não serão mais obrigados a exigir o reconhecimento de firma e poderão, em alguns casos, aproveitar certidões de um órgão para o outro.

O próprio servidor público poderá reconhecer a assinatura do cidadão interessado e autenticar documentos dentro do processo administrativo.

 [3ja] A queda do empreendedor empírico

Marcos Eduardo Elias, fundador e ex-sócio da publicadora de conteúdo sobre investimentos Empiricus, foi preso na Suíça em junho e extraditado para os EUA, acusado de desviar mais de 750 mil dólares de contas bancárias de brasileiros residentes em Nova York.

Segundo informações do Departamento de Justiça americano. Elias se passou por funcionários dos titulares das contas bancárias, e, usando documentos falsos, conseguiu transferir o dinheiro para uma conta controlada por ele em Luxemburgo. As informações são do saite da revista Exame, em matéria assinada pela jornalista Denise Godoy.

Entre as supostas vítimas do esquema é referido o conglomerado varejista Zaffari, controlado pela família gaúcha de mesmo sobrenome.

A investigação foi conduzida pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) – que é a Polícia Federal estadunidense. O acusado teria enviado e-mails para outros empregados do grupo Zaffari fingindo ser um dos membros do clã, e solicitava a transferência dos montantes para a conta que indicava. Essa tinha como titular uma empresa sediada no Panamá que falsamente listava, entre seus donos, um membro da família Zaffari, mas na verdade era da propriedade de Elias.

Elias é engenheiro mecânico formando pela Universidade de São Paulo. Foi economista-chefe do banco francês BNP Paribas e ajudou a fundar a Empiricus em 2010. O executivo está sendo acusado pela Justiça dos EUA de três ilícitos: “conspiração para cometer fraude” (crime com pena máxima de 30 anos de prisão); “fraude de transferência bancária” (também pena de 30 anos); e “receptação de produto de furto” (10 anos).

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[ja!] O que é empírico ?

Empírico é um fato que se apoia somente em experiências vividas, na observação de coisas, e não em teorias e métodos científicos. Também é aquele conhecimento adquirido durante toda a vida, no dia-a-dia, que não tem comprovação científica nenhuma.

Marcos Elias se auto definia “um sujeito que adora engenharia e matemática, filosofia e história em quadrinhos”. Gabava-se de

ter ingressado no mercado de trabalho aos 14 anos, como atendente em uma rede de fast food, de onde migrou para um restaurante, trabalhando como garçom.

Considerava-se empreendedor desde os 16 anos, quando começou a dar aulas particulares “de matemática, física e química, porque gostava e era muito bom”.