Os ataques especulativos da Imprensa Vermelha Isenta são como o dólar no paralelo


Vendo e lendo a inércia e o escamoteamento com que a IVI trata do episódio Píffero (O Football Red-Gate), louvo a transparência com que a coluna semanal Jus Vermelha, do colega advogado Roberto Siegmann – aqui no Espaço Vital às sextas-feiras - trata do imbróglio (“O Inter dá cartão vermelho a Piffero”).

Impressionante como o Pravda gaúcho (e suas congêneres do centro, mais a da Rua Orfanotrófio e a IVI do Morro) passam a mão por cima do escândalo. Quem quer saber sobre o assunto “Píffero e a gestão de antanho”, leia a Jus Vermelha. Porque nos veículos da IVI nada encontrará. E, se encontrar, é matéria caramelizada. Flambada. Parabéns ao Siegmann por ter contado, com franqueza, que a defesa do ex-presidente bateu repetitiva numa surrada tecla: “Eu não sabia”.

Impressionante também é a campanha da IVI para colocar o Inter como vítima de erros de arbitragem (não esqueçamos que a favor do Inter, o erro vira “decisão polêmica”; se é contra, é erro, mesmo). Novilíngua. O que não está dito? Simples: sem o apito amigo o Inter estaria em 7º lugar. Portanto, nem com a ajuda da dupla ludo-sertaneja Diego e Diego conseguirão criar um clima de vitimização.

E não adianta o capitão da IVI ironizar o Grêmio com o VAR. Querem criar um clima de arbitragem-gate ou VAR-Gate. É o mesmo plano de conspiração contra a urna eletrônica. Se o arbitro “acerta a favor”, a urna é boa; se erra, é fraude. Falta agora dizerem que a terra é plana.

E, de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada, como dizia o Barão. Vejam o coloradismo de Bortoncelo, que passou de todos os limites. IVI sendo IVI. Depois dizem (“Isso de IVI não existe”!). Seu twitter: “Com o grupo principal, Grêmio sofre quatro gols na Arena pela primeira vez”.

Grupo principal, cara pálida? Bebeu?

Mas o mote principal do Jus Azul de hoje (no dia de Grêmio x River) é o ataque especulativo da IVI. Como abutres. Primeiro foram a Buenos Aires e construíram um River imbatível, milionário, fantástico e ainda por cima com um goleiro de grife (Armani ou Pierre Cardin), tão bonito quanto o Alisson. Deu errado...

Como o Grêmio venceu, inverteram o discurso. Passaram a desconstruir o River e a endeusar o possível próximo adversário: Boca Juniors. A IVI vive uma crise de identidade. O consumo de Rivotril extrapolou as receitas retidas. Eles atacam em várias frentes. Zini Glu Glu insuperável, como sempre. Fã de Armani e do Alisson. O azul mais fascinado pelo vermelho que conhecemos no futebol.

Recordo que o “pior Real Madrid” (lembram de Pedro Ernesto e Guerrinha gritando esse meme?) dos últimos anos tinha os dois melhores jogadores do mundo (R7 e Modric). Afinal, se o Grêmio ganhasse, teria ganhado de um time pé-de-chinelo.

Agora o River passou a ser o pior de todos os tempos (de duas semanas para cá) e o Boca é o ´must´. Segundo o ataque especulativo da IVI, na busca de valorizar suas commodities esportivas, se passarmos pelo River nem precisamos ir a Buenos Aires. Já perdemos. O Boca é imbatível. E no dia do jogo a manchete do Pravda da IVI será dividida com o campeonato de sinuca ou com a notícia a respeito da possível convocação de Doura... (como é mesmo o nome do eterno selecionável-queridinho da IVI?).

A IVI é como a cotação do dólar: vive de ataque especulativo!

PS – Notícia extra

A IVI na sua faina especulativa agora também apela para as “fake news”. Ou, melhor dizendo, fofocas. Ontem (29), às 15h13, postou na Internet num sublink do portal GauchaZH.Clic RBS que “Jornal argentino faz perfil de Renato Gaúcho e relembra polêmicas: ´Chegava bêbado aos treinos´”.

Que feio isso, IVI. A história não perdoa!

Ainda é tempo de ler “O Inter dá cartão vermelho a Vitório Piffero”. Basta clicar aqui.