A política também tem essas coisas


Por Carlos Alberto Bencke, advogado (OAB-RS nº 7.968)

O José Teutônico era um bem-comportado menino na melhor escola privada que frequentou. Cresceu e não era assim uma beleza de arrancar gritinhos nas gurias da cidade. Mas também não era de se jogar fora.

Um dia tornou-se político famoso. Seu gabinete estava recheado de assessores jovens, bonitos, bem vestidos, perfumados, alegres – às vezes até demais.

Teutônico frequentemente saía à tarde e só voltava no final do expediente, com o rosto pálido, cheiro de bebida alcoólica, mas bem-disposto. Mudava o tratamento: se antes era exigente, agitado e durão, passava a ser indulgente, calmo e carinhoso com todos.

Após separar-se da mulher socialite, as saídas de José Teutônico passaram a ser à noite. Falava-se sobre orgias, durante as quais o personagem até apaixonara-se por um belo rapaz que, durante o dia, tratava-o como “Maninho” e à noite chamava-o carinhosamente de “Maninha”.

Teutônico gostava. E fez o (a) parceiro (a) virar assessor.

Até que houve uma ruptura traumática. Inconformado com o rompimento, o assessor espalhou que, na intimidade, fizera isto e aquilo com o chefe, atendendo este e aquele pedidos. Mas que Teutônico estava se esquivando de pagar a pensão alimentícia de que moralmente era devedor. Foi um escândalo!

A “rádio corredor” da OAB – no clima de pós 2º turno e próximas mudanças legislativas brasilienses – informou ontem que tudo foi resolvido e que a ajuda financeira está sendo paga.