Terá pátio no Internacional !


Está em andamento o processo eleitoral do Internacional para a escolha dos novos dirigentes e renovação de parte do Conselho Deliberativo. Na noite de ontem (8) ocorreu a votação no Conselho Deliberativo que determinou a próxima etapa da eleição. A votação para a renovação do Conselho é privativa dos associados; assim, a definição dos eleitos é sempre no pátio, sendo que a composição resultante observa uma regra de proporcionalidade.

Quanto à escolha da diretoria, dependendo do número de votos obtidos entre os conselheiros, no caso de mais de uma chapa, a eleição definitiva será, ou não remetida para o quadro social (pátio).

Há duas chapas disputando a formação do Conselho de Gestão. Uma representa a atual gestão; a outra, que integro, não faz parte da atual gestão.

Houve importante alteração no regramento, tornando a gestão colegiada, exercida pelos cinco integrantes do referido conselho. O presidente eleito representa o clube, mas os atos de direção e as responsabilidades legais, são compartilhadas entre os cinco membros.

Ontem compareceram à sessão deliberativa 271 conselheiros. A chapa 1 obteve 178 votos (70,63%) e a chapa 2 teve 74 votos (29,37%). Foram consignados 10 votos em branco e 9 nulos. Com isso, teremos a votação pelos sócios aptos, no dia 8 de dezembro próximo.

Há uma variedade de ferramentas disponíveis para que os associados exerçam o seu direito: voto em urna, voto por aplicativo que será disponibilizado e voto pela internet. Esperamos uma grande eleição, uma demonstração pública da grandeza e da participação do quadro social. Como sempre dizemos, uma festa democrática.

Optar por uma das chapas é um exercício de reflexão e não um mero reflexo emocional. Já vimos no que deu, quando o pátio anunciava que “o campeão voltou”, em uma alusão à candidatura Píffero. Um dos elementos fundantes da escolha, deve considerar que o principal aspecto do clube, o futebol, é apenas consequência do método de governança.

Se hoje, após quase dois anos da atual administração, estamos em uma posição digna na classificação do Brasileirão, isso não afasta a ideia de que poderíamos ter feito mais. Por exemplo, poderíamos ter levantado a taça de campeões da série B, sem nenhuma vergonha, aproveitando um momento de baixa estima, para com ele unir a todos. Passamos por dois campeonatos gaúchos sem conquistá-los.

Sei que prometer resultados de campo cheira a falcatrua, posto que eles são imprevisíveis. Todavia, não há negar que uma administração eficiente, calcada na plena transparência e empenhada na renovação e na modernização de todas as áreas que compõem o Internacional repercutem nos resultados de campo.

Nesse sentido, auxiliando a reflexão, é indispensável verificar os projetos de gestão de cada uma das chapas. É essencial para o futuro e perenização sem percalços, a existência de projetos se contrapondo. É para festejar o abandono do caciquismo continuísta. Vivemos um novo tempo, um momento de valorização das capacidades, de redução da política em favor do profissionalismo.

Quanto à eleição dos conselheiros, há que levar em conta a necessidade de um Conselho Deliberativo plural, arredando a lógica da nefasta maioria hegemônica, onde prevalece o voto previamente comprometido com o ´status quo´. O papel do Conselho é o de efetivamente fiscalizar a gestão. Com isso, garantida a pluralidade e independência do órgão, evitar a tragédia recente de blocos monolíticos.

Reconheço o esforço da atual gestão, a idoneidade dos seus integrantes, mas é preciso mais. É necessário dar passos mais expressivos na direção das mudanças.

Um clube da grandeza do Internacional só é gigante em razão da participação e interesse dos sócios. Esses sim, os verdadeiros donos do clube. Repito: convido os colorados a lerem os projetos de gestão, optando por aquele que represente a necessária confiança e eficiência.

Dia 8 de dezembro pode significar um marco, um novo paradigma a definir o futuro.