Adivinhem a causa do fechamento de duas lojas de trajes finos masculinos


 Ressaca financeira

A famosa grife italiana Ermenegildo Zegna fechou suas duas lojas no Rio de Janeiro. Eram sustentadas, basicamente, por 25 clientes especiais e, de repente, surgiu um consistente motivo, cheio de cifrões negativos.

É que desses 25 clientes famosos, 23 estão com problemas de “cash”, por estarem presos, ou enrolados nas teias da Lava Jato.

Mas três lojas Zegna continuam funcionando em... São Paulo.

A empresa de alta-costura, fundada em 1910 em Trivero (Itália) pelo alfaiate e empreendedor homônimo, tem 1.400 empregados está em alta no mundo inteiro. Menos na Grécia e no Brasil.

 O borracheiro latifundiário

A Comissão de Agricultura da Câmara realiza nesta terça-feira (4) uma audiência pública para discutir uma estranha história envolvendo um borracheiro que virou dono de uma área de 366 mil hectares em Formosa do Rio Preto (BA).

“A partir de uma polêmica decisão do juiz Sérgio Sampaio, e com base em um inventário de 1915, o borracheiro local José Dias passou a ser o proprietário de uma área que corresponde a cinco vezes o tamanho de Salvador. O MP baiano qualificou a decisão do magistrado como uma posse mágica" – relata o jornalista Lauro Jardim, em O Globo.

Em outra decisão, o mesmo juiz determinou a remoção repentina de cerca de 300 famílias produtoras do local. Muitas delas estão ali desde a década de 1980.

Instalada a confusão, o magistrado Sampaio declarou-se suspeito para continuar no caso, afirmando questões de foro íntimo. Enquanto isso, o borracheiro Dias criou uma holding com capital de R$ 580 milhões, em sociedade com uma advogada.

De acordo com o deputado Osmar Serraglio (PP-PR) que requereu a audiência que hoje se realiza, “a escritura do borracheiro foi obtida de forma ilegal”.

 Vox Populi

1) “Tem pichação nova nos muros LGBTQ mais politizados do Brasil: ‘Viva o sapatão, abaixo o Pezão!’”(Das redes sociais)

2) “Sérgio Moro não saiu da justiça para fazer política. Mas entrou na política para fazer justiça”.(Também das redes sociais).

 Lá vão eles...

Quando presidiu o Conselho Nacional de Justiça, o contestado ministro Ricardo Lewandowski determinou que o Encontro Nacional do Poder Judiciário - que define metas para o ano seguinte - seria em Brasília, para diminuir custos. Sua sucessora Cármen Lúcia, seguiu a regra.

Mas... novos tempos chegaram: com Dias Toffoli no comando do CNJ, a 12ª reunião anual, ontem (3) e hoje (4) está sendo realizada no Belmondo Cataratas – Thermas, Resort & Convention, em Foz do Iguaçu (PR). O hotel é integrante de uma rede com sede em Londres, dona também do Copacabana Palace (no Rio) e de novos hotéis no Caribe.

Magistrados e servidores brasileiros têm diárias e passagens pagas pelo CNJ e os emissários de tribunais regionais e estaduais estão bancados por suas respectivas cortes. A diária mais barata no embasbacante hotel custa R$ 600.

Economia da nação é matéria para outro departamento.

 Lá foram elas...

O Ministério dos Direitos Humanos está com os dias contados no Governo Bolsonaro. Nem aí, a ouvidora nacional de Direitos Humanos, Larissa Oliveira Rêgo, e Laura Guedes de Souza, coordenadora-geral de Gestão do Disque Direitos Humanos, estão desde sábado (1º) em uma prosaica “visita técnica de prospecção” a órgãos europeus que realizam serviços correlatos aos que exercem em Brasília.

Até o dia 9, a dupla estará em Lisboa e Viena. Naturalmente, com ônus aos cofres públicos.

Repetindo a frase aí de cima, economia da nação é matéria para outro departamento.

 Do baú do EV

Em seu livro “Jardim das Aflições”, em 1995, o escritor Olavo de Carvalho – o atual guru intelectual de Jair Bolsonaro – escreveu que FHC só se elegeu no ano anterior presidente do Brasil, vencendo Lula, porque recebeu uma “iniciação maçônica”.

E tem gente que pensava o tucano vencera a eleição por causa do Real que, meses antes, debelou a inflação galopante...