Lasier Martins confundiu o p├║blico com o privado


 Escorregão ético

Ao admitir que viajou ao Rio de Janeiro, no feriadão de 15 de novembro, com passagens compradas pelo Senado para participar da formatura de uma de suas filhas, o senador gaúcho Lasier Martins (PSD) falou a verdade. Mas deu um baita escorregão ético ao tentar justificar que “o setor responsável pela cota parlamentar autorizou, pois de acordo com o regimento, as passagens podem ser para qualquer parte do território nacional”.

Ficou feio! Na prática, Lasier misturou o interesse público com o privado. Melhor fará se devolver o dinheiro e pedir desculpas.

Bom pai, entusiasmado com a formatura da filha, o senador naturalmente tinha dinheiro seu para pagar a passagem e as diárias no Hotel Windsor. Optou pelo insustentável!

Na vã tentativa de explicar, o senador também ponderou “ser mais barato ir de Brasília ao Rio, do que da Capital Federal a Porto Alegre”.

Ainda que o pouco claro, ensaboado e escorregadio Regimento do Senado não especifique o destino das viagens, a cota para passagens aéreas pressupõe idas às bases de cada parlamentar e deslocamentos em função do trabalho.

O público e o privado não podem ser misturados, sob o risco de distorções.

 A propósito

Os dicionários brasileiros definem o que é imoralidade.

É a condição do que é imoral; o que contém despudor; ato praticado com indecência”.

 Ofensa na expressão “charlatão

O candidato derrotado à Presidência Fernando Haddad (PT) terá que pagar R$ 79 mil ao empresário e bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da TV Record, por chamá-lo de "fundamentalista charlatão" e afirmar que o religioso tem "fome de dinheiro". Além da indenização, a sentença determina ainda que Haddad se abstenha de praticar qualquer ato ofensivo ou inverídico sobre Edir Macedo, sob pena de multa R$ 10 mil por cada episódio.

Sentença proferida pelo juiz Marco Antonio Botto Muscari, da 6ª Vara Cível de São Paulo, também determinou que Haddad publique uma retratação em até 30 dias após o trânsito em julgado da decisão.

Não há trânsito em julgado. (Proc. nº 1018357-75.2018.8.26.0003).

 Não empreste o nome!

Sete por cento dos inadimplentes no comércio brasileiro são pessoas que emprestaram o nome para que algum(a) amigo(a) — de ficha suja no SPC — pudesse comprar fiado.

É o que revela uma pesquisa do CDLRio. Outra coisa: dos inadimplentes, 40% devem só até R$ 500.

 Trem da alegria

Os políticos, sempre eles...

Além do projeto que diminui o espaço de servidores e aumenta o de comissionados dos deputados, a Mesa Diretora da Câmara Federal pode votar a transformação em servidores efetivos de todos os funcionários que estavam em cargo de confiança em 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição, e ainda permanecem na Casa.

O deputado Giacobo, primeiro-secretário, pediu a Rodrigo Maia que a Câmara faça um estudo técnico dos casos e que, depois, a Mesa Diretora vote a mudança.

Tem trenzinho apitando na curva...

 Despedida

Onze anos depois de chegar à OAB-RS (dezembro de 2007) como estagiária de jornalismo, Liziane Lima – atualmente chefe da Comunicação Social da entidade – deixa ares gaúchos e vai para expectativas catarinenses.

A mudança tem um objetivo primordial: Liziane acompanhará o marido, que assume um promissor desafio na área financeira em um grupo empresarial, em Florianópolis (SC). O desligamento dela será na próxima sexta-feira (21).

A competente Liziane chegou à Ordem, em dezembro de 2007, sob o crivo do editor do Espaço Vital, Marco Antonio Birnfeld, que foi o criador e organizador do setor, nos primeiros meses da primeira gestão (2007/2009) de Claudio Lamachia. Já formada em Jornalismo, ela assumiu a chefia da comunicação da OAB gaúcha em julho de 2016.

Avante, Liziane!