Advogada fica "presa" no autoatendimento do Bradesco


Eram pontualmente 22h de sábado (15) – pouco antes do tardio jantar da advogada porto-alegrense Clédia Maria Padilha Nuñez, 50 de idade (OAB-RS nº 57.691), e o destino dela era a Churrascaria Giovanaz, na Avenida Venâncio Aires, conhecida na região por só aceitar pagamentos em dinheiro ou cheque. Por isso, Clédia estacionou e caminhou cerca de 100 metros até os terminais eletrônicos do Bradesco, na mesma via, bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre.

No momento em que a correntista completou o saque de R$ 70, as luzes se apagaram, o ar-condicionado desligou e as portas se trancaram. As informações são do Clic RBS, em texto do jornalista Cauê Fonseca e foram postadas ontem (17), por volta das 17h. “Havia um botão do lado de dentro para que a porta abrisse, mas talvez o mecanismo também se desligue automaticamente às 22h. Fiquei presa ali, naquele forno, sem saber o que fazer” – relatou a advogada..

Uma complicação: Clésia havia deixado o celular dentro do automóvel. Também não havia ninguém ainda esperando por ela na churrascaria. Precisaria chamar a atenção de um estranho para tomar alguma providência.

Ainda bem que aquele horário era o momento exato de encerramento da empresa Company Galetos, do outro lado da rua. O proprietário, Sandro Ferreira, estava parado em frente ao estabelecimento, antes de tomar o rumo de casa.

Ele relata que “estava olhando para o Bradesco quando vi as luzes se apagarem com uma mulher dentro. Achei estranho. Daí vi que ela não saía e, logo depois, veio acenar na porta para chamar a atenção”.

Sandro ligou para a polícia, que sugeriu uma chamada aos bombeiros. Estes chegaram 45 minutos depois, após concluírem um atendimento na Ilha da Pintada. Ao todo, a advogada ficou cerca de uma hora “presa” no terminal de autoatendimento.

Clédia elogia a equipe do sargento Lúcio Munhoz, que não teve alternativas senão arrombar a porta. Ela é crítica ao atendimento do banco.

- Não havia um botão de pânico, um canal de atendimento para emergências, nada... Nem mesmo um aviso de que isso poderia acontecer naquele horário. E se tivesse acontecido com a minha mãe, ou com pessoas mais idosas?...

Clédia adiantou que vai ingressar com uma ação por danos morais, contra o Bradesco, como "medida pedagógica".

Ao Clic RBS ela diz que ao menos o episódio não estragou de todo a noite, porque “passado o susto e com um pouco mais de uma hora de atraso, o churrasco foi degustado”.

A anterior refeição dela tinha sido o almoço e, pelas circunstâncias, ela terminou sendo a última cliente daquela noite, na Churrascaria Giovanaz.

Contraponto

O Espaço Vital ofereceu ao Bradesco a possibilidade de contraponto. Mas não houve resposta, até o fechamento desta edição.