O maior cargo público no Brasil tem 43 palavras para denominá-lo


O maior cargo público....

... Mas em número de palavras. Veja só a pérola publicada no Diário Oficial da União, edição de 1º de fevereiro, página 74.

A publicação divulga a nomeação de Eduardo Celino para exercer as funções de “coordenador da Coordenação-Geral de Registro Empresarial e Integração da Subsecretaria de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia”.

São 42 palavras que contêm a proeza de não conseguir explicar, afinal, o que é o abençoado Celino vai fazer.

  Deputados voando...

Em poucas semanas, este ano, a Câmara Federal proporcionou 11 viagens oficiais. Dentre as curiosas, as de Diego Garcia (PODE-PR), Juscelino Filho (DEM-MA), Alexandre Serfiotis (PSD-RJ) e Carmen Zanotto (PPS-SC). O quarteto foi à Europa visitar as instalações de serviços públicos da Sociedade Portuguesa de Ozonioterapia.

Também a de Antonio Goulart (PSD-SP), não reeleito em outubro e que ganhou uma viagem de consolação: conheceu o parque tecnológico de uma empresa chinesa de vigilância por vídeo.

Melhor para o Brasil - e para ele, desempregado, pois não se reelegeu - se tivesse pedido um emprego por lá…

  A propósito

A ozonioterapia - que o quarteto foi conhecer - é um tratamento de medicina alternativa: consiste na administração de ozônio com o objetivo de aumentar a quantidade de oxigênio no corpo. É baseado em pseudociência, considerado – por associações médicas – como perigoso para a saúde e sem produzir benefícios verificáveis.

Por sua vez, a entidade que recebeu os deputados viajores anuncia o tratamento como “terapia alternativa benéfica no tratamento de câncer, aids e esclerose múltipla”.

  Quem pode, pode...

Sortudos, competentes – e outros não identificados tipos de pessoas – compraram em 2018, no Brasil, 97 automóveis dos mais caros do mundo: Ferraris, Rolls-Royces, Lamborghinis e Maseratis.

A intrigante informação foi publicada pelo jornalista Lauro Jardim, em O Globo, no domingo (10). Os modelos mais baratos custam, aqui, R$ 600 mil e os mais caros a R$ 5 milhões.

Só em dezembro, foram 17 vendas. E certamente não por causa do 13º salário dos aquinhoados.

  1, 2, 3... 70!

Mesmo tendo firmado três delações premiadas (duas com a PF, uma com o MPF) Antonio Palocci ainda não conseguiu botar a mão em parte do seu patrimônio de R$ 70 milhões – que está todo bloqueado.

Sexta passada – ao ver uma notícia sobre isso num telejornal, uma intrigada criança perguntou à mãe: “Como pode um médico de Ribeirão Preto juntar tanta grana, assim?”