Que ´m´!


O falível verificador ortográfico no Word pode pregar peças a operadores do Direito – basta um instante de desatenção.

Advogado que manejou autos processuais de uma ação de busca e apreensão, no Foro Central de Porto Alegre, sorriu – e fotografou - ao constatar como uma letra a mais - digitada indevidamente - altera o sentido de uma palavra e de uma frase.

Ao desacolher tardios embargos declaratórios da parte ré (devedora) - que buscava a restituição de um veículo financiado, parcialmente impago, e apreendido - o juiz expôs jurídicos fundamentos, mas teve um escorregão vernacular – ou, pelo menos de digitação: “Note-se que a requerente faz pedido como se fosse uma merda revogação da liminar - todavia, o presente feito já foi sentenciado, inclusive com trânsito em julgado” – digitou o magistrado.

(Ou a desatenção teria sido do cansado assessor? Quiçá do inexperiente estagiário?).

A “rádio-corredor” forense, sempre em cima da rotina jurisdicional, comentou o fato, informou o número do processo e concluiu com dois doutos ensinamentos.

Primeiro: “Mera é ´puro, simples e sem mistura´- segundo os dicionários”.

Segundo: “Mera com uma intrometida consoante ´d´ é inconveniente para uma discussão processual elevada”.

Sem mais recursos, os autos foram arquivados.

A letra ´, que adornou mal cheirosamente a palavra mera, também seguiu para o arquivo judicial da Avenida Farrapos.

Com o trânsito em julgado, ficou sendo o “d” da questão.

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