Mon amour, meu bem, ma femme...


“Mon amour, meu bem, ma femme” - esse é o título de uma música que, na década de 70, era cantada, ou rebolada, pela Gretchen e mais tarde pelo Reginaldo Rossi. Não atende o meu gosto musical, mas lembrei dela como apropriada trilha sonora para o atualíssimo caso Neymar Jr.

O cenário foi a irretocável Paris, capital dos amores, do romantismo e destino dos casais apaixonados.

O prédio do hotel que abrigou o casal ostenta uma arquitetura que não desborda do restante dos prédios parisienses, um clássico elegante.

Como muita gente, também recebi inúmeros vídeos acerca dos pombinhos. Primeiro da Nadja, a suposta estuprada. O seu nome não poderia ser mais apropriado, pois muito próximo ao da serpente naja, belíssima e ao mesmo tempo peçonhenta.

São fotos estimulantes, reveladoras de uma exuberante sexualidade, todas eróticas. Tenho certeza que de alguma forma o nosso atleta teve acesso a ela pelas redes sociais, travando com ela uma conversa ´chaud´ (quente). Há diálogos promissores. Ambos ameaçam isso e mais aquilo.

Como se estivesse comprando um carrinho de autorama novo, ou um celular novo para ser mais contemporâneo, o nosso atleta estuprador não se mixou, tratou logo do transporte do corpinho, ou corpão, para onde estava, local em que consumariam todas as fantasias sexuais prometidas.

No mínimo a nossa compatriota estuprada, revelou-se assanhada - como diria minha avó. Já o nosso craque, o estuprador, que gosta do gênero feminino, o que ainda não é pecado, estava a ponto de bala.

Pois bem, veio o encontro ou ´premier rendez-vous´. Mas não ocorreu o segundo.

Mais uma vez, como não é raro, a fantasia esbarrou na realidade. Aquilo que foi objeto de provocações, instigações, motivando uma operação internacional, deu vez a algo padrão.

A estuprada, que cada vez se enrola mais, queria mesmo o estrelato ou alguma quantia entrando em sua combalida conta bancária de “autônoma” (como referido na identificação dela na perícia médica a que se submeteu), ou “modelo profissional”.

Ao que tudo indica, pelo desastre do segundo reencontro, a relação entre a naja e a flauta não foi das melhores.

Há um vídeo que revela que o estuprador levou uma surra da estuprada na cama, não em sentido figurado, mas surra de tapas e socos. Além disso, a ingênua vítima, tomou a cautela de deixar o celular providencialmente gravando as cenas de alcova.

Obviamente, o caso encheu com notícias, versões e análises a imprensa internacional. Ela, a imprensa, adora esse tipo de barraco: um famoso e milionário, uma mulher bonita e instigante em Paris.

Mais uma vez estamos diante do despreparo desses meninos milionários para a vida. Na mesma intensidade em que treinam o futebol, deveriam ser treinados para a vida e as suas armadilhas. O fato havido com o Neymar, é uma repetição de vários outros semelhantes, envolvendo jovens jogadores de sucesso.

Relativamente ao Neymar, tenho percebido uma certa vontade de envolver-se em situações perigosas. Parece que está vulnerável à avaliação do risco das situações. Não muito tempo, diante de um estádio repleto revidou a provocação de um assistente. Agora, deu curso a uma complicada operação de importação de uma modelo, sem eira nem beira que, obviamente, não deixaria que o ápice da sua carreira ficasse restrito às quatro paredes de um quarto de hotel.