Acredite se puder: liberada a farra das lagostas, patos e vinhos


O plenário do Tribunal de Contas da União liberou, na quarta-feira (4), a compra de lagostas, vinhos e outros quitutes – secos e molhados - pelo Supremo Tribunal Federal em licitações realizadas pela Corte máxima do país. No entanto, o TCU fez uma delimitação e entendeu que o cardápio só é compatível em eventos com a participação de pelo menos duas "altas autoridades".

Os ministros do TCU validaram uma licitação de R$ 1,3 milhão para a compra das iguarias. O relator do caso, Luciano Brandão Alves de Souza, entendeu que os valores apresentados pela empresa vencedora da licitação para fornecer os alimentos são "razoáveis".

Conforme seu voto, "de acordo com a natureza dos serviços licitados, o objeto da contratação somente é compatível com a realização de eventos em que estejam presentes pelo menos duas das altas autoridades".

O edital não foi suspenso e a compra dos alimentos poderá ser efetuada. O TCU rejeitou uma ação do Ministério Público, para quem o cardápio colide “com a escassez e a simplicidade dos gêneros alimentícios acessíveis – ou nem isso – à grande parte da população brasileira que ainda sofre com a grave crise econômica que se abateu sobre o País há alguns anos".

Entre os itens previstos no contrato realizado pelo Supremo estão medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada, bacalhau à moda Gomes de Sá, frigideira de siri, moqueca, vitelo assado, codornas assadas, carré de cordeiro, medalhões de filé, entre outros alimentos. Não faltará arroz de pato.

A propósito: ´patos´ somos nós, brasileiros, que pagamos a conta a um STF e a um TCU desses.