Buenos Aires no Beira-Rio


É prematuro festejar, mas não é cedo para acreditar. Pois é, futebol é assim: há um aspecto objetivo, racional e outro subjetivo e emocional. Não é fácil definir uma energia que de negativa, se transforma sem elementos concretos em positiva.

Talvez a Física Quântica possa explicar esse fenômeno denominado pressentimento, ou no popular “cutuco”, uma espécie de energia difusa e dominante.

Há bons ares no Beira-Rio, já no início da temporada. Não posso deixar de considerar algumas constatações positivas e promissoras que me conduzem a essa conclusão.

Vejamos:

1. Sempre defendi que o resultado – ganhar – deve prevalecer ao modo de jogar. Nesse quesito o Internacional começou bem, pois colhemos resultados positivos no Campeonato Gaúcho e na Libertadores, deixando claro que queremos os títulos.

2. O nosso treinador vem demonstrando capacidade técnica, o que pode melhorar ainda mais com o tempo, mas ele principalmente revela personalidade. É nítido ter ele o comando da equipe, substituindo jogadores com autonomia e sem receios.

3. Há jogadores novos para algumas posições onde tínhamos carência e que quando testados revelaram qualidades. Ainda é cedo para “dar nome aos bois”, mas o que vimos no jogo de terça-feira passada foi confortante. Boschilia e Marquinhos jogaram bem e construíram o resultado. Tivemos 63% de posse de bola e só nos faltou concluir melhor.

Ao contrário do que é repetido quanto aos efeitos nefastos de iniciar cedo na Libertadores, a provação e a exigência de entrar desde logo no jogo, tem dado bons resultados ao Internacional. Contrariamente a isso, outros que aguardam “deitados em berço esplêndido”, colhem resultados ridículos.

Vivemos no Rio Grande do Sul e muito embora os avanços nos campeonatos em disputa, logo ali, amanhã, teremos o famigerado Gre-Nal que, como dizia o Ibsen Pinheiro, poderá arrumar a casa de alguém ou desarrumar a de outro.

Espero que a receita do Jorge Jesus seja seguida: não poupar jogadores. Ir com tudo para cima deles!