Toffoli pensando Fux


A rádio-corredor do Supremo contou, esta semana, que um grupo de parlamentares - entre eles um gaúcho - quis saber o que Dias Toffoli pensa de seu sucessor Luiz Fux, e o que mudará na Corte, quando houver troca de comando, em setembro.

Toffoli, obviamente, não se expôs. Sem criticar o colega de toga, disse apenas que “Fux fez carreira na magistratura e, por isso, tem um perfil menos político do que eu”.

De fato, mais político do que Toffoli é difícil. É de lembrar que em 2019 ele obteve dados financeiros sigilosos de 600 mil investigados pelo antigo Coaf, depois que determinou que o Banco Central lhe enviasse cópias dos relatórios feitos pelo órgão.

Foi assim que Toffoli recebeu nomes e números de 412 mil pessoas físicas, e 188 mil de pessoas jurídicas. Legalmente ele está obrigado a manter sigilo oficial sobre as informações recebidas. A beleza familiar é que uma das investigações é justamente sobre o escritório de sua mulher, a advogada Roberta Maria Rangel.

De posse de tantos documentos, avalia-se que Toffoli é uma das autoridades mais bem informadas do Brasil.

E mais: querendo, ele ficará ministro do STF até 15 de novembro de 2042, data de seu 75º aniversário. Mais 22 anos e oito meses.

Já o prazo-etário-de-suprema-validade de Fux vai até 26 de abril de 2028.