Oito pequenas histórias sobre Coronavírus... para descontrair e instruir


[1ja] Vantagens e desvantagens

Trabalhar em casa pode ter algumas vantagens. Em tempos de Coronavírus, empresas tendem a aumentar significativamente o trabalho remoto para muitos dos seus postos que não exigem presença física do empregado. Parece muito bom: trabalhar em sossego, sem distração, fazendo refeições saudáveis, sem se estressar no trânsito no caminho (ida e volta) do escritório.

Mas o colunista de tecnologia do jornal “The New York Times”, Kevin Roose, antecipou esta semana os dados de uma pesquisa que fez para um futuro livro e revelou: “Pessoas que trabalham em casa perdem em criatividade e pensamento inovador”.

E também: “Os que trabalham em conjunto chegam mais rapidamente a soluções de problemas do que os que trabalham remotamente”.

[2ja] O home office que não deu certo

Nesta mesma edição do Espaço Vital, o advogado gaúcho Rafael Berthold - com o cuidado de não revelar os nomes das pessoas - revela uma história interessante.

Para prevenir a disseminação do Coronavírus, um casal e seu filho, todos advogados e titulares do mesmo escritório, foram pioneiros em Porto Alegre, há duas semanas, na decisão: eles e os colaboradores trabalhariam remotamente de suas residências, o famoso home office, enquanto perdurasse o risco de contágio.

Não deu certo, porque o patriarca sisudo exigia pontualidade e trajar formal na rotina do home office. A esposa e mãe apresentou-se com trajes simples e bobbies nos cabelos. E o jovem profissional (inscrição na OAB na faixa do nº 90.000) autodeterminou-se que o mais confortável seria usar camiseta básica, bermuda e sandálias crocs.

A decisão de voltarem, com cuidados, à estrita rotina do bem postado escritório foi tomada no mesmo dia em que, na tela do notebook caseiro da matriarca, o filho havia deixado uma pergunta: “Mãe, o que vais preparar para o almoço de hoje?”.

[3ja] Garagens para aviões

Pelas contas da ANAC, 37 aviões da Gol e da Latam estarão fora de circulação nos próximos dias por causa da redução do número de passageiros e do cancelamento de voos provocados pelo novo Coronavírus. (Os números da Azul não foram revelados).

O aluguel para estacionar tais frotas em aeroportos privados não é barato. Há uma articulação para levar essas aeronaves para uma base aérea da FAB.

Nos EUA, nos períodos de baixa demanda, aviões são estacionados em “cemitérios” até o aquecimento da economia. A maior e mais famosa “necrópole” de aviões do mundo fica na Base Aérea de Davis-Monthan, e virou ponto turístico no Arizona. Ali, a baixa umidade do deserto de Sonora ajuda a conservar as aeronaves.

[4ja] Pérola falimentar

Lembram de Marília do Castro Neves, a desembargadora carioca que atacou, post-mortem, a vereadora Marielle Franco, insinuando ligações dela com o Comando Vermelho?   

Pois a magistrada foi flagrada, esta semana, em nova incursão de “destaque” pelo jornalista Ancelmo Gois, de O Globo.

É que Sua Excelência postou esta semana, nas redes sociais, uma pérola: "Adorando o Coronavírus, trânsito ótimo. O país vai falir, mas o trânsito continuará maravilhoso".

[5ja] ´Keep distance!´

A pequena cidade de New Rochelle, nos EUA, a 34 quilômetros de distância do nova-iorquino Times Square, foi colocada em quarentena. Um raio de uma milha foi estabelecido - com o aviso de “Mantenha Distância” - ao redor da cidade, de onde pessoa alguma passa.

Ninguém entra, ninguém sai. Os habitantes registrados são 77 mil. Seus primeiros moradores foram os índios Siwanoys, até 1738.

New Rochelle é, desde o século passado, destacada por ambientalistas, pelos seus lindos e numerosos parques.

[6ja] Para consolo

Alguns números de recente levantamento comparativo da Fundação Getúlio Vargas são entusiasmantes para brasileiros. Entre países - como Itália e Japão - onde a pandemia é maior, os habitantes sofrem mais por terem a maior proporção mundial (30%) de idosos acima dos 65 anos. É aí que a faixa da letalidade é maior.

No Brasil - garante a FGV - o percentual de idosos é de apenas 8,2%.

É um alento saber.

[7ja] Para lembrar

Início do golpe militar liderado pelo ditador Augusto Pinochet. Em 1973, em decorrência do toque de recolher a partir da tarde de 11 de setembro daquele ano, milhares de pessoas ficaram várias semanas em suas casas. Foram silenciados os jornais El Clarín, El Siglo e Puro Chile, e muitas emissoras de rádio.

Nove meses depois foi constatado um “baby boom” - a maior taxa chilena de natalidade na década de 70.

[ja!] C versus Cs

Um conselheiro da OAB-RS foi criativo, esta semana, nas redes sociais.

Depois de ressaltar que tem “apenas 50 de idade”, ele avaliou que “o mundo vive uma guerra de coronas contra coroas”.