Por que o jovem ainda é tão subestimado?


Já falamos aqui, em colunas anteriores, acerca do preconceito que o jovem profissional sofre-  pelo simples fato de ser jovem. Apesar de apresentar das mais variadas qualidades técnicas, sempre haverá alguém para dizer que lhe falta experiência. Já dissemos também que experiência é extremamente importante. Mas não é tudo.

Nós, particularmente, gostamos de ser subestimados, pelo simples fato de sermos jovens. E, quando isso ocorre, a gana e o sangue nos olhos afloram e transparecem para mostrar que a juventude ou a alegada falta de experiência não interferem em nada na trajetória.

Na política não é diferente. O jovem político, além de todas as dificuldades inerentes e próprias da política, dos arranjos, dos conchavos, da politicagem, recebe dos próprios pares o preconceito do frescor da juventude. Além disso, encontra óbices da própria sociedade, habituada a esses pré-conceitos impostos e retrógrados.

Aqui no Município de Agudo (RS), onde residimos e trabalhamos, um jovem político de 35 anos, Luis Henrique Kittel, jornalista por formação, fez história ao ser eleito prefeito, em sua primeira participação eleitoral.

Totalmente subestimado, com recursos econômicos escassos, alvo de inúmeras mentiras visando macular a sua imagem durante a campanha, além de ataques pelo simples fato de ser jovem, com uma equipe formada em sua imensa maioria por também jovens profissionais das mais variadas áreas de formação, derrotou grandes caciques da velha política, que há anos duelam pelo poder local.

Certamente o fato de ser menosprezado por sua juventude lhe fortaleceu muito. E a sociedade, percebendo tudo isso e reivindicando por mudança e renovação, confiou o voto no "guri".

Aqui em nossa cidade, a "experiência" perdeu de lavada para a juventude subestimada, que trará ares de mudança e renovação para a política cansada e viciada de sempre.