O negacionismo de gremistas em relação à IVI


Depois de tantas denúncias sobre o prejuízo que a IVI – Imprensa Vermelha Isenta causa ao Grêmio e ao futebol como esporte popular, parece que parcela da torcida gremista e a própria direção do clube não reconhecem a existência dessa “coisa”. Negar a existência da IVI é como negar a existência do vírus da COVID. Negacionismo ludopédico!

Já está provado com prova provada o que a IVI faz. Vejam o tratamento da IVI em relação às dívidas do Internacional. Déficit vira “problemas de fluxo de caixa”. Vejam como a IVI trata do fiasco da contratação de Guerreiro (Adiante, volto ao assunto).

Só neste último final de semana já bastaria para que um advogado dissesse: “I rest my case” (Já nada necessito dizer ou provar: terminei meu discurso).

Querem ver? Pela enésima vez o Comissário da IVI, Diori Vasconcelos, dublê de comentarista da CIA – Comentaristas Isentos de Arbitragem, faz uma patacoada, negando as evidências.

Quantas vezes Diori já nos sacaneou, para usar a linguagem popular? “Não houve o pênalti em Ferreira” – disse ele. Claro: no Gre-Nal também não houve. Esse Diori...

Nem com o VAR Diori se apruma. Uma coisa: quando as coisas são evidentes e a pessoas as negam, há duas respostas: ignorância ou má-fé. Escolham.

Venho denunciando, há muito, a Novilíngua (isso é da distopia 1984, de George Orwell; é um livro interessante, se me permitem um pequeno sarcasmo com quem não é chegado à leitura) construída pela IVI.

Pela Novilíngua, a Segundona vira Brasileirão série B e assim por diante.

Vejamos: Inter perdeu para Juventude. Vejam uma das manchetes. Zero Hora: “Ju larga na frente”.

Bah! Não existe derrota do Inter. Existe a vitória do adversário. Isso foi na capa.

Dentro do jornal leu-se: “Sorrisos, só para o Ju”, para fazer um trocadilho pobre com o apelido do autor do gol.  No livro 1984, o Ministério do Amor espalha violência e tortura e o Ministério da Paz promove a guerra. As coisas ganham outro nome...!

E o que dizer do capitão Reche, autor desta pérola: “O árbitro deu o pênalti porque existiu o VAR. Se não fosse o VAR, não seria pênalti”. Hum, hum. Isso é o que se chama de contradição performativa. Uma coisa é e não é. Pois é.

De todo modo que, como diria o chapabranquista símbolo do viuvismo renático, “isso de IVI não existe”.

Concordamos. IVI é algo que põem na cabeça do torcedor. Ele nem sente.

Terminou o caô...

Para encerrar, vejam, ao final, o vídeo do Fabiano Baldasso, sobre a vinda do Guerreiro, ano passado. Vale a pena. Dizia ele: “Terminou o caô. O Guerreiro chegô”.

Pois é. Chegou, mesmo? Foi o pior negócio já feito no futebol. Pior até do que o de Thiago Neves. Bem pior. A diferença é que o Grêmio assumiu que foi uma patacoada. No Inter...bem, o Inter nada precisa justificar. Afinal, quem da imprensa cobrará? Por certo, a IVI dirá: Guerreiro não foi um mau negócio. Foram as contingencias que....blá, blá, blá.

Bom, alguém dirá: Baldasso não é da IVI, porque assumiu o coloradismo. Exato. No fundo, os gremistas gostam do Baldasso, porque saiu do armário futebolístico. Se os ivistas fizessem o mesmo... Claro que abriria uma enorme lacuna na crônica desportiva. Restariam muito poucos “isentos”. Se me entendem a ironia.

Claro: isso de IVI não existe.

Assistam o vídeo, clicando aqui.