“Advogada mais ousada do Brasil” viraliza com conteúdo erótico - Espaço Vital
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“Advogada mais ousada do Brasil” viraliza com conteúdo erótico

Imagem: metropoles.com
“Advogada mais ousada do Brasil” viraliza com conteúdo erótico


Antes de ser advogada, era acompanhante

“Mulher, acompanhante e advogada”. É assim que Frida Carla Elisio Santos (OAB/BA nº 41.407), 40 de idade, se reconhece no mundo real e virtual. A baiana viralizou nas redes sociais e sites jornalísticos, no fim-de-semana, ao confirmar que trabalha com o Direito e com conteúdos adultos, sob o slogan de “A advogada mais ousada do Brasil”. Para somar ao currículo, ela também é mestra em Estudo de Linguagens pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Frida Carla admite que “antes de se tornar advogada, já trabalhava como acompanhante”. E explica que - após concluir o curso de Direito, submeteu-se ao Exame de Ordem, na busca pelo registro na OAB. Depois foi a hora de “compreender os direitos da profissão enquanto trabalhadora sexual”.

Segundo o site Bahia Notícias, “quem anda nas ruas de Salvador já pode ter se deparado com cartazes com a foto de uma mulher morena, enrolada na bandeira do Brasil, aparecendo também uma balança símbolo da Justiça. O apelo é este: “Quer conhecer o conteúdo erótico da advogada mais ousada do Brasil?”.

“Eu tenho duas profissões, uma diplomada academicamente que é advogada, e a outra que é diplomada pela vida” – disse ela ao portal. E detalhou: “São duas profissões. Uma carecendo de regulamentação no Brasil, mas já estamos no avanço. No contexto, já tivemos as carteiras profissionais assinadas de duas trabalhadoras sexuais, mas ainda precisamos discutir mais como vai ficar essa situação”.

O site perguntou a Frida Carla se ela “sofre preconceitos?”. A imediata resposta foi um tanto reticente: “Eu não sofro muito preconceito, não...”. Fez uma pausa e completou: “Entro no fórum, faço minhas audiências, defendo as minhas clientes; entro no motel e atendo os meus clientes. Cada trabalho no seu espaço”, disse também.

E arrematou: “Eu defendo isso, que nós trabalhadoras sexuais, produtoras de conteúdo, possamos ocupar todos os espaços. Lugar de mulher não é onde ela quiser? Então, pronto! Eu estou onde eu quero e as meninas estão aonde elas querem”.


Posição da OAB-BA

O Espaço Vital buscou contato com a presidente da OAB da Bahia, advogada Daniela Lima de Andrade Borges. O objetivo era colher a opinião pessoal da dirigente e de sua diretoria sobre aspectos e repercussões da frase “A advogada mais ousada do Brasil”. Não houve retorno.

Com o setor de comunicação social da OAB baiana, obteve-se todavia o número oficial de advogados inscritos regularmente na seccional: são 58.482. A predominância é do gênero feminino (31.054) sobre o masculino (27.428).

Entre os/as estagiários/as, a predominância é “deles”: são 260, ante 165 delas.


Mudando de assunto: despautérios

Condenado a 426 anos de cadeia por corrupção - especialmente propinas pagas por empreiteiros - o milionário Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, já pensa em voltar à política em 2026. Quer concorrer a deputado federal.

Ele ficou preso durante somente seis anos e, ainda assim, com regalias no sistema penitenciário. E saiu “free” em dezembro de 2022.

A conjunção merece um título: “Quando o crime compensa”.


Recuperação judicial

Decisão do juiz Gilberto Schaffer, da Vara Regional Empresarial de Porto Alegre, autorizou o processamento da recuperação judicial da Fundação Universitária de Cardiologia do Rio Grande do Sul.

Pelo julgado monocrático proferido no domingo (26) também foram suspensos os bloqueios e outros atos executivos contra a entidade. Ela recebeu o prazo de 60 dias para apresentar plano de recuperação. Suas dívidas chegam a R$ 257 milhões.

Foram nomeadas como administradoras judiciais as sociedades de advogados Cainelli de Almeida Advogados e Von Saltiel Advocacia e Consultoria Empresarial

(Proc. nº 5245072-73.2023.8.21.0001).

Para ler a decisão inicial, clique aqui.


Pesadas demais

O Brasil tem três vezes mais crianças com excesso de peso do que a média global. A piora vem desde o isolamento causado pela Covid. Mas as causas incluem também a diminuição de exercícios físicos e o desajuste na alimentação.

O levantamento é do Observatório de Saúde na Infância, da Fiocruz. E refere que “os altos números da obesidade infantil decorrem também da falta de regulamentação dos alimentos ultraprocessados no Brasil”.