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Espaço Vital, terça-feira, 07.12.
(Próxima edição: sexta-feira, 10.12)

Créditos tributários não compensam débitos previdenciários



Esbarrou no STJ a tentativa de empresas compensarem créditos de tributos recolhidos pela Receita Federal do Brasil com débitos previdenciários.

A 1ª Turma, por maioria, aderiu à tese de que a compensação é ilegítima em razão da vedação prevista na lei que criou a RFB, também chamada Super-Receita (Lei nº 11.457/07).

A BR Foods, multinacional brasileira do ramo alimentício que fatura quase R$ 30 bilhões por ano, recorreu ao STJ na tentativa de reverter o entendimento do TRF da 4ª Região, que já havia negado a compensação.

A empresa sustentou que já acumulara, em balanço, créditos de PIS e Cofins de mais de R$ 1 bilhão. Esse crédito resulta, em geral, da aquisição de bens para revenda ou de bens e serviços utilizados como insumos na fabricação de produtos.

Em 2007, a Secretaria da Receita Federal e a Secretaria da Receita Previdenciária foram fundidas na Receita Federal do Brasil, que passou a acumular o processo de arrecadação dos tributos e das contribuições sociais.

O julgado do STJ destacou que o parágrafo único do artigo 26 da lei que criou a Super-Receita estabelece que as contribuições previdenciárias recolhidas por ela não estão sujeitas à compensação prevista no artigo 74 da Lei nº 9.430/96 (Lei do Ajuste Tributário).

"Trata-se, portanto, de uma regra expressa que impede a compensação tributária" - disse o ministro Sérgio Kukina, relator, que ainda ressaltou a existência do Fundo do Regime Geral da Previdência Social, ao qual é creditado o produto da arrecadação das contribuições previdenciárias recolhidas pela RFB. (REsp nº 1449713).


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