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Espaço Vital, terça-feira, 07.12.
(Próxima edição: sexta-feira, 10.12)

Jô Soares se desentende com jornalistas durante debate sobre política



Reprodução Tv Globo Rio

Imagem da Matéria

As jornalistas Lilian Witte Fibe, Lúcia Hippolito e Ana Maria Tahan foram as convidadas do quadro "As Meninas do Jô" de quarta-feira (9), e discordaram de Jô Soares durante o seu programa. As divergências começaram quando o apresentador resolveu dar sua opinião sobre o aumento da carga tributária no Brasil.

"Eu vou atacar de advogado do diabo agora. Eu acho que para a situação em que o Brasil está, do ponto de visto do desenvolvimento, a carga de impostos é pequena se analisarmos o quanto o país ainda precisa desenvolver", disse o apresentador, que pediu com bom humor para que as jornalistas não batessem nele por causa dessa declaração.

Sem concordar com a opinião de Jô, a jornalista Lilian Witte Fibe foi a primeira a rebater o apresentador. "De jeito nenhum, Jô. Tem muita roubalheira neste país. O pessoal 'passa a mão'", disse.

"Concordo com você. Mas em uma ponta tem a roubalheira e a má administração, e do outro lado tem os ricos que pagam menos impostos do que deveriam", respondeu o apresentador.

"O problema não mora aí, Jô. O problema é usar de maneira errada o dinheiro que se arrecada. A nossa carga tributária é parecida com a da Suécia, mas a diferença é que os nossos serviços públicos são péssimos", enfatizou Lilian.

"Perto dos péssimos serviços que nós tempos, nós pagamos uma altíssima carga tributária. O sueco paga alto imposto mas tem de volta o seu dinheiro em serviço", concordou Lúcia Hippolito.

Após ouvir as respostas das jornalistas, Jô tentou explicar sua opinião novamente: "Gente, eu não estou falando que a chamada classe média tem que ter um aumento na carga tributária", disse.

Quieta no debate até então, Ana Maria Tahan discordou da opinião do apresentador. "Essa solução de criar impostos e aumentar impostos é uma solução fácil. O Governo tem que fazer a parte dele. Pelo amor de Deus, eles precisam ter uma gestão mais eficiente, acabar com esse monte de ministérios" - disse. (Com informações do Portal Uol).


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