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Porto Alegre (RS), terça-feira, 11 de agosto de 2020. Dia do Advogado.

Um casamento a três, só de mulheres !



Montagem EV sobre arte Poliamor

Imagem da Matéria

O 15º Ofício de Notas do Rio de Janeiro oficializou, na última terça-feira (06), a primeira união entre três mulheres de que se tem notícia no Brasil.

O relacionamento poliafetivo envolve uma empresária (32 anos), uma dentista (32), e uma gerente administrativa (34).

A união inclui cláusulas que dispõem sobre bens e até estabelece que, caso uma das mulheres esteja à beira da morte, ligada a aparelhos, por exemplo, apenas as outras duas podem decidir o que fazer.

A ideia de formalizar a união surgiu após a empresária ter resolvido que vai engravidar em 2016. Na certidão do nascimento do bebê, ela quer os sobrenomes das três parceiras.

Elas moram – na valorizada Barra da Tijuca -  em um apartamento de três quartos, mas todas dormem na mesma cama. “O sexo pode acontecer a três ou entre as duas que estiverem mais dispostas na hora” – revelou o jornal O Globo, dominical (11) em matéria assinada pelos jornalistas Ancelmo Gois e Ana Claudia Guimarães.

Ciúme? “Só no início da relação” – admitiram as três. Hoje, garantem não ter mais.

A avaliação da tabeliã

Fernanda de Freitas Leitão – que é advogada e tabeliã do 15º Ofício de Notas – explicou ao jornal carioca quais os benefícios para quem constitui esse tipo de união: “Pode ser pleiteada pensão previdenciária, admissão no plano de saúde e declaração conjunta do Imposto de Renda. Além disso, é possível estabelecer direitos patrimoniais”.

A tabeliã ressalva que “depois de lavrada a escritura de união poliafetiva não é garantido que ela produzirá os efeitos pretendidos nos órgãos competentes”.

Não à monogamia

A filosofia ‘‘não à monogamia’’ faz sucesso na literatura, no cinema e na televisão:

· Jorge Amado escreveu “Dona Flor e seus dois maridos”, cujo título já explica tudo.

· Em ‘‘Eu, tu, eles’’, de Andrucha Waddington, a personagem de Regina Casé mantinha relações consentâneas com três homens.

· Na televisão, em 1985, ganhou notoriedade “Zelda Scott”, personagem de Andréa Beltrão em “Armação Ilimitada”: ela namorava os personagens de André Di Biase (Lula) e Kadu Moliterno (Juba).

· Ainda na televisão, na recente novela “Império”, foi sucesso o papel de Viviane Araujo, a “Nana”, que terminou o enredo ao lado dos personagens “Xana” e “Antônio”.

· No Rio de Janeiro, uma vez por mês, pessoas que mantêm relações poliafetivas se reúnem no Parque Lage. E assim a vida vai...


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