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Edição de sexta-feira , 07 de dezembro de 2018.

O fim dos casamentos tríplices



A Corregedoria Geral de Justiça do Rio de Janeiro proibiu, ontem, os cartórios do registro civil de fazerem escrituras de união estável entre três pessoas. Essas uniões, no Brasil, eram uma exclusividade carioca, pelo menos sob o prisma formal.

A tabeliã Fernanda Leitão, do 15º Ofício de Notas, no Rio, tinha oficializado, recentemente, dois casamentos poliafetivos. O primeiro, em outubro, entre três mulheres: uma dentista, uma empresária e uma auxiliar administrativa. O segundo, em abril, com a união de um servidor público, uma dona de casa e uma estudante de técnica de enfermagem.

Mas a Corregedoria nem tentará anular judicialmente as duas tríplices uniões já ocorridas.

Ou seja: os seis (um homem e cinco mulheres) que casaram, que aproveitem... se for possível. E quem não casou, que compre uma escada.

Aceito. Aceito. Aceito”: três homens casaram em união tríplice na Tailândia

No ano passado, na Tailândia, três homens gays se casaram numa cerimônia que é tida como o primeiro casamento tríplice masculino no mundo.

Joke, de 29 anos, Bell, de 21, e Art, de 26, trocaram votos em uma cerimônia no estilo de um casamento tradicional no Dia dos Namorados em sua casa na província de Uthai Thani.

De acordo com o jornal londrino Mirror, “acredita-se que os noivos são os únicos no mundo que compõem um ´casal tríplice masculino´no planeta. Eles se tornaram sensação na internet assim que fotografias de seu grande dia se tornaram virais.

Naquele que eles descreveram como o dia mais feliz de suas vidas, eles caminharam pelo corredor em direção ao altar vestindo ternos, e trocaram votos e anéis.

Bell, da província de Phitsanulok, disse: "Algumas pessoas podem não concordar e estão, provavelmente, surpresas com a nossa decisão, mas acreditamos que muitas pessoas entendem e aceitam a nossa escolha. Amor é amor, afinal de contas".

Apesar de casamentos do mesmo sexo não serem reconhecidos como legítimos sob a lei tailandesa, o trio foi capaz de consumar o seu amor sob a lei budista.

Art, da província de Chiang Mai, conheceu Joke, de Uthai Thani, graças a negócios em comum e, enquanto trabalharam juntos em 2010, sua relação transformou-se em romance. Eles vivem juntos desde então.

O casal passou a encontrar Bell, que estava estudando administração na Universidade Phitsanuloke, frequentemente em festas. E não demorou para que os três percebessem que “tinham sentimentos, uns pelo outros”. Depois que Bell foi hospitalizado com uma doença congênita, o trio se tornou inseparável. Joke e Art, em seguida, propuseram o casamento tríplice.

A única condição foi que Joke e Art pedissem aos pais de Bell sua mão em casamento.

Na Tailândia, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) podem enfrentar questões legais sobre suas liberdades sexuais, uma vez que casais do mesmo sexo ainda são malvistos.

Tríplice casamento feminino nos EUA

O matrimônio de três moradoras na Barra da Tijuca, no Rio, no ano passado, não foi pioneiro. Em agosto de 2013, Doll, Kitten e Brynn, três mulheres de Massachusetts, nos EUA, se uniram em cerimônia.

Vestidas de branco como noivas convencionais, cada uma delas foi levada ao altar por seus pais, onde fizeram votos e trocaram alianças.


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