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Edição de terça-feira , 11 de dezembro de 2018.

Senhora advogada, procure um advogado!...



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

Uma advogada defende, na tribuna do TJ, uma pretensão recursal absolutamente implausível. A qualidade da sustentação oral dela é ainda pior do que a tese. Por essas e outras, perde à unanimidade.

A advogada fica sem graça, levanta, vai em direção à cadeira em que está sentado o presidente da câmara e sussurra alguma coisa ao ouvido do magistrado. Este é reconhecido por ser erudito, mas sempre extremamente crítico e cáustico.

O presidente cochicha de volta – sem esconder um sorriso irônico - e a jovem advogada sai, estonteada, errando as portas.

A câmara faz um intervalo de cinco minutos, ocasião em que o desembargador revisor pergunta ao presidente o que ele e a advogada haviam recém falado. Reproduz, então, o diálogo havido pouco antes.

- E agora, doutor, o que é que eu faço?

E ele:

- Sugiro que a senhora procure um advogado...


Comentários

Antonio Segetto - Contador 21.02.17 | 11:21:22
Matheus está querendo ser politicamente correto e distorceu o relatado.
Iolanda Ramos Noble - Advogada 21.02.17 | 10:40:52

E o que se pode fazer com juiz que não sabe contar prazo e nem distinguir competência!?  Manda-se que ele procure um cursinho preparatório da magistratura. Pode ser?

Matheus Bringhenti Dal Bosco - Advogado 21.02.17 | 09:05:58

Sou leitor do Espaço Vital há algum tempo, e nunca tinha me deparado com algum texto que merecesse críticas, até agora. Esse "romance" possui cunho discriminatório para com as mulheres advogadas, dando a entender que a mulher advogada não tem competência para sustentar oralmente em um tribunal, necessitando de um advogado (frise-se, advogadO) para defender seus direitos. A OAB tanto luta para extinguir qualquer tipo de discriminação, não acho que esse texto contribua com isso.

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