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Edição de terça-feira , 11 de dezembro de 2018.

O pinto da comarca



Charge de Gerson Kauer

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O desembargador lecionava, na associação de juízes, que os jovens magistrados deveriam se relacionar claramente com a imprensa e com a sociedade, sem o uso do juridiquês, e falando simples e objetivamente. E contou uma historinha coloquial de como uma comunicação malfeita pode causar problemas.

* * * * *
O vigário da cidade de uma comarca de entrância inicial tinha, como mascote, um pinto (pintinho, nascido via ovo de galinha), chamado Valente. Certo dia, o pinto Valente desapareceu, e o religioso imaginou que alguém o havia furtado. No domingo, à hora do sermão, o padre perguntou à comunidade:

- Alguém de vocês aqui tem um pinto?

Todos os homens se levantaram.

- Não, não, disse o vigário, não foi isso que eu quis dizer. O que eu quero saber é se algum de vocês viu um pinto?

A maioria das mulheres levantou a mão.

- Não, não, repetiu o vigário. O que eu quero dizer é se algum de vocês viu um pinto que não lhes pertence.

Metade das mulheres se levantou.

- Não, não! - voltou o vigário, já se atrapalhando. Vou formular melhor a pergunta. O que eu quero saber é se algum de vocês viu o meu pinto?

Duas freiras sinalizaram.

- Esqueçam, esqueçam - atalhou o padre. Vamos continuar a missa!

* * * * *
Na aula para os noveis magistrados, o desembargador fez a comparação arrematadora:

- Comunicação malfeita dá nisso!


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