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Edição de terça-feira , 11 de dezembro de 2018.

O ilustre e ignorante magistrado



Esta história foi originalmente contada, em sua página no Facebook, pelo jornalista e escritor Sergio Siqueira, gaúcho de Pelotas, mas residente há várias décadas em Brasília, onde repercutiu no saite Direito Global.

Uma vez, em plena sessão do tribunal do júri, o pai dele - Juliné da Costa Siqueira - velha ´raposa´ das lides jurídicas, cansado com as procrastinações legais, disse que a Justiça vinha sendo exercida por uma “pandilha de sevandijas”.

O juiz ameaçou cassar-lhe a palavra. O advogado quis saber a razão da ameaça. O magistrado não soube responder.

O doutor Siqueira então insistiu com a tal “pandilha de sevandijas” tantas vezes quantas foram suficientes para o juiz impedi-lo de usar a palavra.

Quando se retirava do tribunal, conduzido por um amigo, os presentes e a imprensa quiseram saber então, se “pandilha de sevandijas” era mesmo uma ofensa ou não. O doutor Siqueira foi didático e vitoriosamente irônico:

Acho que sim, pois quer dizer súcia de exploradores, de aproveitadores que vivem à custa alheia. Mas isso não importa. O que interessa é que o ilustre magistrado não sabia. É um ignorante. Era o que eu queria provar. Escrevam isso aí!...


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