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Edição de terça-feira , 11 de dezembro de 2018.

Jornalista escreve, em artigo, que “Lula deve morrer”



Artigo publicado pela revista IstoÉ, desta semana, assinado pelo jornalista Mario Vitor Rodrigues, afirma que “pelo bem do País, Lula deve morrer”.

Outra passagem do texto assevera que “o personagem político persiste em sua sanha pelo poder, mesmo após ter comandado o esquema de corrupção mais perverso na história da República”.

Leia a íntegra do artigo

“Pelo bem do País, Lula deve morrer. Eis uma verdade incontestável. Digo, se Luiz Inácio ainda é encarado por boa parte da sociedade como o prócer a ser seguido, se continua sendo capaz de liderar pesquisas e inspirar militantes Brasil afora, então Lula precisa morrer.

Não entenderam?

Eu explico: enquanto o cidadão não passa de um arrivista que levou a vida esgueirando-se dos desafios para pinçar oportunidades, o mito, para alcançar seus objetivos, ainda é capaz de sapatear em cima de qualquer um. Até mesmo na memória da falecida esposa.

E não é só.

Ao indivíduo, criminoso que é, restou apenas escapar da cadeia. O personagem político, entretanto, persiste em sua sanha pelo poder, mesmo após ter comandado o esquema de corrupção mais perverso na história da República.

Trocando em miúdos, o sujeito merece a expiação pública -  com o cumprimento de pena pelos crimes que cometeu - , mas ao outrora líder carismático não cabe essa colher de chá: o folclore em torno de Lula precisa acabar, e isso só acontecerá se ele for derrotado nas urnas.

Muitos alegarão o risco que correria o sistema eleitoral caso um condenado pela justiça, e com tantas outras condenações ainda por vir, conseguisse se eleger. Na verdade, a simples hipótese de que o alcaide petista dispute o pleito já é suficiente para apavorar até os mais experientes.

Pois, com toda a franqueza, considero esse temor exagerado.

Na verdade, graças ao trabalho realizado pela Operação Lava-Jato, escancarando o aparelhamento do Estado e o sequestro da própria democracia brasileira pelo PT, nunca houve, desde 2002, momento tão propício para derrotar Lula em uma eleição.

Jamais foi possível, como agora, jogar por terra todo o corolário de narrativas que serviram para forjar a imagem de guardião do povo em alguém especialmente dedicado a ser o seu pior inimigo.

Portanto, feitas todas as ressalvas e noves fora o dever que a polícia e o Judiciário têm de cumprir as suas funções, não importando a relevância histórica ou política de quem estiver em dívida com a comunidade, insisto, bom mesmo será ter a chance de ver Lula sucumbir politicamente.

Só assim o espantalho do mártir poderá ser sepultado de uma vez. E Luiz Inácio, então, encontrará o destino que fez por merecer”.

Leia o artigo diretamente no saite da revista IstoÉ.


Comentários

Osvaldo Agostinho Dalla Nora - Advogado 15.11.17 | 09:46:49

Guaipeca escreve o que o domador manda. Jornalista, nem ele acredita nisso. Quem vai derrotar Lula? Todos os possíveis candidatos, foram caindo um a um com suas malas, contas pós, falcatruas (com provas). Chama-o de bandido baseado somente em delações sob encomenda, sem provas, sem contas, sem malas. Marisa? Sua morte deveria ser segredo? Quem divulgou? Defino o "jornalista": uma hiena querendo merecer os restos do leão, 365 dias e será esquecido. Lula daqui a 100 anos continuará vivo!

Tiago Marques Macêdo - Estudante Universitário 14.11.17 | 14:09:16
Ele cita três vezes que ele precisa/deve morrer, já que mesmo citado em investigações, continua liderando as pesquisas. No final, ele muda de foco e diz que ele sucumbirá politicamente, sendo que antes, ele assume a vitória de Lula, fazendo que seja necessário que ele morra para o bem do país. Ou seja, é bom que ele perca, mas se for não for o caso, faz bem ele morto
Tiago C. Alegretti - Advogado 14.11.17 | 09:55:40

Ele quis dizer que o mito Lula deve morrer, não a pessoa.

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