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Edição de sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019.

Culpados e inocentes: uma demora de 14 anos a favor de Romero Jucá



Chargista SponHolz

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O Supremo deu, esta semana, mais um (mau) exemplo de sua ineficiência para julgar (e até mesmo absolver) políticos com foro privilegiado. Depois de 14 anos, a corte arquivou um inquérito que apurava se Romero Jucá recebeu propina em obras no seu Estado. O notório senador não foi considerado nem culpado, nem inocente – porque o caso prescreveu.

Os registros mostram que o acúmulo de trabalho no gabinete de Gilmar Mendes ajudou na cronologia que assou a pizza servida ao presidente do PMDB. Há mais dez inquéritos em tramitação contra  ele.

Depois disso, Gilmar assumiu a presidência do STF e ainda aguardou, até setembro de 2011, para pautar a questão de ordem que levantou: ele propôs devolver o caso à primeira instância, mas foi derrotado na votação.

Durante os cinco anos em que foi retardado o inquérito, o calendário correu contra a investigação e ... a favor de Jucá.  Para conferir, basta acessar a página de informações processuais do tribunal. (Inquérito nº 2.116).

A propósito

O senador roraimense ainda responde no STF a dez inquéritos e acredita que todos eles serão arquivados.

Há quem diga que sua nova profecia tem grandes chances de virar realidade.


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