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Edição de sexta-feira , 21 de dezembro de 2018.

Raul Jungmann com “jota” de jumento



Por Ramon G. von Berg, desembargador aposentado (TJRS) e advogado (OAB-RS nº 3.344)
ramon@vonberg.adv.br

Antes que o atento leitor pense que estou a chamar o ministro de jumento, desde já esclareço que não é isso. Portanto, se tiver a paciência de ler até o final, tudo será esclarecido.

Remeti correspondência a um jornal da Capital dizendo que alguém deveria dar um recado para uma prestigiosa jornalista que insistia em pronunciar a palavra "subsídio" como esse fosse grafada com “z”. Mostrei-lhes que o “s” depois de consoantes como “p” e “b” tem som sibilante - e isso se aprende desde o antigo curso primário.

Alguém teria dúvidas sobre como se pronunciaria subsolo, subsequente ou rapsódia?

Pois ela nunca mais cometeu esse erro ...

Agora vejo artistas “globais” cometendo propositadamente um erro da pronúncia de “mesmo”. Ora, antigamente só falava “mêmo” aquele cidadão menos aculturado, que não teve chance de frequentar escola. Então, o que dizer de comentaristas que abocanham verdadeiras fortunas para cometer tamanho pecado contra a língua?

Entrementes, está na “crista da onda”, um cidadão que tem seu sobrenome oriundo da língua germânica (Raul Jungmann). E há poucos comentaristas que pronunciam corretamente, falando jungman; usam o “j” de jumento ...

Caberia esclarecer a eles que, na língua de Goethe, o “j” tem som de “i”.

Outros pronunciam o nome de um dos ícones da indústria alemã como se fosse americana: BE-EME-DÀBLIU, quando esse tão querido deles, o tal “dábliu” não existe na língua germânica ....

O Estado, RORAIMA, que muitos pronunciam abrindo o ditongo “ai” (Raráima), quando deveriam pronunciar “RARÂIMA’, a exemplo de andaime ou polaina...

Vejo os comentaristas falando num tal de PISSICÓLOGO, que deve ser um profissional da pesca (piscicultura).

Por último, alguns se preocupam com um improvável TISSUNANI. Que fenômeno climático será esse?

E para arrematar, essa “pérola” dos nossos gênios televisivos: a atriz Samantha SCHMÜTZ, vem tendo seu sobrenome pronunciado como se fosse com “u” da uva - mas conforme deveria ser lido, seria um “i” de Iva, já que, qualquer ser aculturado certamente saberá que um ”u” tremado (especialmente na língua germânica) tem som de “i” .

E pobre do povo a quem só ensinam asnices como essas ...


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