Ir para o conteúdo principal

Edição de sexta-feira , 14 de dezembro de 2018.
https://espacovital.com.br/images/mab_123_11.jpg

FEPAM festeja proteção ambiental com ´banner´ de aves e mamífero que não são da fauna gaúcha



Montagem de Camila Adamoli sobre reprodução de banner da FEPAM

Imagem da Matéria

  A FEPAM de bengala...

Na última segunda-feira (4), a FEPAM – Fundação Estadual de Proteção Ambiental comemorou 28 anos. A data seria festiva não fosse o desmonte sofrido pelas instituições ligadas à proteção do meio ambiente, ciência e tecnologia, praticado pelo governo Sartori.

Num cartaz comemorativo à suposta efeméride, a FEPAM exibiu uma montagem fotográfica emoldurada por viscosas folhas verdes (inclusive de maconha), com três figuras animais: um lindo tucano, uma incognoscível ave (seria uma arara, ou um papagaio?) e...um tigre de bengala. Pelo menos dois deles não fazem parte da fauna gaúcha.

Para comparar mais o distanciamento da FEPAM com a realidade gaúcha, não custa lembrar que o tigre de bengala habita exclusivamente regiões da Índia, Nepal e Butão. Detalhe: do Rio Grande do Sul até os longínquos países, a distância média é de 14.929 quilômetros.

Esse distanciamento da realidade e esse caminhar de bengala demonstram a necessidade de que os órgãos técnicos sejam dirigidos por técnicos, e não por figuras camaleônicas ao habitat científico.

Talvez, o banner da FEPAM possa ser futurista e remeta ao exótico Rio Grande do Sul do futuro século 22. Então - quem sabe... - tigres de bengala aqui encontrarão abrigo do calor exaustivo dos areais das extensas lavouras de eucalipto.

Ou, noutra divagação, quem sabe em 2019 - para a comemoração de seus 29 anos - a FEPAM se disponha a aqui difundir os coalas, delicados marsupiais que se encontram em via de extinção desde o início da colonização inglesa da Austrália, quando surgiu o hábito de matá-los para usar sua pele.

 O Brasil que eu quero´

O cantor Xororó – aquele que faz dupla com Chitãozinho – está mobilizando artistas brasileiros para a gravação de uma música que levante a autoestima dos brasileiros.

Os versos do estribilho estão prontos: “O Brasil que eu quero/ É um país sem medo/ De corrigir seus erros, de crescer e de sonhar/ Somos brancos, amarelos, somos negros/ Somos um gigante pronto para despertar”.
Faz sentido.
Mas poderia ter um arremate: “O Brasil que eu quero/ É um país com todos os corruptos presos /E sem liminar do Gilmar /Que os possa soltar”.

 Gratuidade às claras

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (6), proposta para desobrigar que advogados paguem custas processuais em execução de seus honorários. O texto foi analisado em caráter conclusivo pela CCJ e vai diretamente ao Senado.

A autora da ideia, deputada Renata Abreu (Pode-SP), sustenta com pertinência que “de acordo com a legislação em vigor, ao proceder a cobrança de seus honorários, o advogado fica obrigado a pagar as custas processuais, o que lhe acarreta prejuízos indevidos, uma vez que tal procedimento decorre da desídia da parte descumpridora de suas obrigações legais. Para afastar essa injustiça, torna-se necessário modificar a norma vigente, isentando o advogado". (Projeto de Lei nº 8.954/2017).

A propósito, enquanto a controvérsia não é solucionada por lei federal, no RS já existe em vigor uma norma estadual (nº 15.016/2017) que teve essa intenção – mas que, afinal, na prática não é aceita por cerca de metade da magistratura estadual.

O imbróglio resulta em grande número de recursos e há decisões do TJRS notoriamente contraditórias.

É que o texto dessa lei gaúcha é um lamentável primor de falta de clareza para um dos objetivos a que se propôs. É uma lei pela metade.

Que ciúme, que seriedade!

Um grupo de grandes escritórios dos Estados Unidos agitou o mercado das grandes bancas advocatícias - chamadas no país de “BigLaw” - ao anunciar o próximo “salário-mínimo” dos advogados no primeiro ano de emprego.

A iniciativa começou na segunda-feira passada (4), com a banca Milbank, Tweed, Hadley & McCloy anunciando o piso de US$ 190 mil por ano (US$ 15.833 por mês, cerca de R$ 60 mil), a partir de 1º de julho. O maior salário, para empregados com até oito anos de casa passará a ser de US$ 330 mil anuais (R$ 1,2 milhão). As interessantes informações são do jornalista João Ozório de Melo, correspondente do Conjur nos EUA.

O Espaço Vital acrescenta: quem pode, pode! País sério, leis rigorosas, corruptos presos. É importante lembrar que nos EUA nenhum advogado privado trabalha para criminoso que não consiga explicar a origem lícita do dinheiro que remunerará o desempenho advocatício.

Comparando, então, comportamentos brasileiros e estadunidenses – advogado dos EUA que aceitar pagamento com dinheiro obtido ilegalmente pelo cliente, torna-se cúmplice do ilícito praticado. E passa a ser tratado como parte de uma quadrilha.

No Brasil é diferente: o dinheiro que advogados criminalistas recebem não se confunde com o dinheiro de seus clientes...


Comentários

Banner publicitário

Mais artigos do autor

A disputa, por três filhas, sobre a destinação do cadáver do pai falecido há seis anos

  Em vida, o falecido teria manifestado, verbalmente, sua disposição de que, após a morte, seu corpo fosse submetido a um processo de congelamento (criogenia – foto acima), nos EUA, para que com a evolução da Ciência, fosse possível descobrir a causa de sua doença.

  A mina da Votorantim próxima ao rio Camaquã e o atropelamento múltiplo de ciclistas: dois “riscos vermelhos” do RS estão no Atlas Global de Justiça Ambiental.

 Unesco certifica a decisão do STF de equiparar a união estável entre pessoas do mesmo sexo à entre casais heterossexuais como “patrimônio documental da humanidade

Delatores premiados devem R$ 422 milhões às contas da Lava Jato

 A PGR lança uma ferramenta para tentar cobrar de notórios caloteiros que se livraram da cadeia.

• Nenhuma advogada conseguiu se eleger presidente de seccional da OAB. Eram oito candidatas, mas nenhuma teve sucesso.

 TJRS decide que a paternidade socioafetiva - declarada ou não em registro público - não impede o reconhecimento de filiação baseado na origem biológica.

 As atuais diferenças entre Lula e José Dirceu (este, ainda, um homem de supremo poder).

Futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos diz que homens e mulheres “não são iguais”

 Damares Alves (foto), anunciada como titular da pasta que será criada em janeiro, é advogada e pastora evangélica. Ela contou ter sofrido violência sexual aos 6 anos. É mãe adotiva de uma filha indígena.

 Um sutil puxão de orelhas dado pelo ministro Paulo de Tarso Sanseverino em dois advogados gaúchos.

 Políticos, esses grandes devedores da Fazenda Nacional...

 Férias pagas parcialmente antes do início do descanso motivam pagamento em dobro. Decisão é do TST.

Julgamento disciplinar de magistrados por suposto envolvimento em política partidária

  CNJ decide, no dia 11, os pedidos de providências contra o gaúcho Luiz Alberto de Vargas (TRT-RS) e outros nove magistrados.

  Vitória da situação advocatícia no RS consagrou uma frase: “A OAB não é partido político”.

  Supremos jeitinhos jurídicos para amenizar a corrupção: “É caixa 2”.

Moro prepara pacote de medidas de combate ao crime organizado

 Entre os pontos que serão analisados pelo Legislativo está a proibição da progressão de regime a presos que mantêm vínculos com organizações criminosas.

 Com o efeito cascata em todo o país, o aumento para o STF traz um impacto financeiro de 1 bilhão e 400 milhões de reais, ao ano.

 O supremo séquito e os balangandans: Toffoli levou seis assessores a encontro dos juízes federais em Buenos Aires.

A juíza federal Gabriela Hardt não toca flauta!

  Vídeo apresentando a magistrada federal da Lava Jato como música amadora é fake!

  Imagens e áudio – de boa qualidade - exibidos em grupos de WhatsApp confundem a magistrada com a flautista Gabriela Machado, do grupo Choronas, de Santos (SP).

  Socicredi não pode usar a marca Sicredi. Decisão é do TJRS.

 Atraso habitual de ônibus do empregador é computado como hora extra em favor de empregado.

  Caso grave de Mal de Parkinson: STJ condena Bradesco a fornecer home care, mesmo sem previsão no contrato.