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Edição de sexta-feira , 17 de maio de 2019.
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Se não houver mágica judicial, Lula só voltará a concorrer oito anos depois de cumprir a pena



  Lula só em 2038

A menos que a defesa de Lula consiga uma mágica judicial – como produto de recurso(s) ao STF – o calendário que se abate sobre o ex-presidente é dramático. Pela legislação, um condenado criminalmente só pode disputar eleições oito anos depois do efetivo integral cumprimento da pena – que, no caso, até agora é de 12 anos e 1 mês.

Somando então, são 20 anos e 1 mês, computáveis desde 7 de abril de 2018, dia da apresentação dele à Polícia Federal.

Portanto, até 6 de maio de 2038, quando Lula já terá 93 de idade (nasceu em 27.10.1945), ele não poderá disputar eleições. Ficará, assim, fora da corrida também dos seis seguintes pleitos.

A menos que um coelho saia da cartola...

  Foi há 50 anos

Por causa da falta de segurança, a instigante e cinquentenária frase, a seguir, até parece atual: “Ao vermos nossos filhos saírem para a escola, quando teremos – como pais – a certeza de que eles não voltarão carregados em uma padiola, esbordoados ou metralhados?”.

Pois foi dita em 2 de setembro de... 1968!

Trata-se de um trecho do discurso do então deputado Márcio Moreira Alves, na Câmara, que foi usado como pretexto para a edição do Ato Institucional nº 5, que mergulhou o Brasil nas trevas.

No mesmo pronunciamento, o parlamentar convocou um boicote às paradas militares alusivas à Semana da Pátria e sugeriu às jovens brasileiras que não namorassem oficiais do Exército.

  Douta goleada

Antes de, afinal, dar crédito jurídico ao parecer de agentes da ONU, para tentar assegurar a Lula a participação nas eleições de 7 de outubro, o ministro Edson Fachin, na sexta passada, elogiou Luís Roberto Barroso como “uma das mentes mais iluminadas do país”.

Talvez seja por isso que Fachin perdeu – para o iluminado - de goleada, por 6 x 1.

  “A” surpresa

Por mudar de time no julgamento do TSE, a propósito, Fachin ganhou – três dias depois - um epíteto na “rádio-corredor” da OAB. Ele foi nominado ontem (3) como “a surpresa do mês”.

Houve quem defendesse o surpreendente ministro com uma frase reticente: “No finzinho de agosto, Edson teve seu dia de Gilmar”...

  Pegadinha

A seu turno, o ministro Og Fernandes despertou falsas esperanças em alguns e friagens de temor em muitos que acompanhavam a transmissão do julgamento no TSE. O pernambucano – que é ex-jornalista, ex-advogado e, desde 1981, juiz de carreira – foi autor de uma pegadinha.

Na primeira frase de seu voto, ele evocou versos de Chico Buarque: "Hoje não é um dia feliz para o Brasil”.

  Brasil 2018

O incêndio que destruiu o Museu Nacional – o mais antigo do país – é uma síntese das tragédias nacionais: descaso com o patrimônio público, desinteresse pelas Ciências e pela História, falta de recursos (desviados para outros objetivos), ausência de condições mínimas de trabalho para servidores e manutenção insuficiente.

E, é claro, incompetência política de gestão.

  Fechem o cofre!

Lembram do engenheiro paranaense Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras entre 2004 e 2012, conhecido por seu envolvimento no esquema de corrupção na estatal? Pois está batendo em várias portas, em busca de emprego.

Preso em março de 2014, Paulinho – como o chamava Lula - foi condenado a 12 anos. Desde outubro de 2016 a pena está sendo cumprida em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, como reconhecimento “pela contribuição com a Justiça nos termos da delação premiada”.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Gilson Goldani - Servidor Público Estadual 08.09.18 | 09:43:32
Lendo esta reportagem sobre o nosso ex Presidente Lula e os editores e/ou articulistas se regozijando com este fato, podemos concluir: seus adversários políticos (inimigos segundo sua própria definição) nada têm nada a propor para administrar um pais da grandeza o tamanho do Brasil e com seus múltiplos e complexos problemas de segurança, sociais, econômicos e culturais, etc. De fato, só tem a comemorar a derrota de seu adversário. Não gostam de eleições, muito menos respeitam o resultado
Josuel Dos Reis Muniz - Delegado De Polícia Civil 04.09.18 | 17:27:02
O estado de depravação do espírito humano se revela nestes tempos atuais. Corruptos são ovacionados, ladrões recebem solidariedade pelos delitos cometidos. Parabéns ao Espaço Vital, por não se acovardar. Continue na senda da justiça e da verdade.
Luciano Botelho De Souza - Advogado 04.09.18 | 10:12:46

Pensei que estivesse lendo a página do MBL... Nada diferente. Não se pode esperar além daquilo que se pode dar, portanto não há decepção. Assim como a justiça defendeu o holocausto, a ditadura de 64, etc., existem juristas que insistem em encontrar legalidade na prisão política de um adversário.

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