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Edição de sexta-feira , 14 de dezembro de 2018.
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Na Assembleia Legislativa do RS o desprezo a cadeirantes



Chargista Jean Galvão

Imagem da Matéria

•  Assembleia deficiente

Cerca de 500 advogados gaúchos reuniram-se, em congresso estadual, na quinta e sexta passadas, para debater grandes temas da advocacia trabalhista. Tudo nos trinques, menos a imobilidade administrativa da Assembleia Legislativa do Estado do RS.

A direção-geral da Casa ignora a vigência, desde 6 de julho de 2015, da Lei nº 13.146, que instituiu a inclusão das pessoas com deficiência, a elas assegurando, “em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais”.

Pródiga muitas vezes nos gastos públicos, mas cobrando caros R$ 10.409 – a título de “indenização por cessão de espaços do Auditório Dante Barone” - da Agetra, organizadora do evento, a dita Casa do Povo demonstrou que ali a Lei da Mobilidade não faz sentido.

Uma advogada cadeirante, vítima de recente acidente, teve que, no penoso sobe-e-desce, ser apoiada nos braços de prestativos colegas e de alguns servidores públicos. E, assim, foi ajeitada para suaves deslizamentos com as nádegas no chão pelos degraus da escada necessários ao acesso pessoal...

É que a cadeira de rodas não cabia nos elevadores disponíveis que davam acesso ao auditório. E, injustamente, as cabines próprias ao transporte vertical de pessoas com deficiência estavam, há vários dias, estragadas...

E – acreditem – não há rampas apropriadas!

A lei não pegou aqui!” – comentou, irônico e realista, um segurança, enquanto se preparava para ajudar na arrastada solução.

“Não aceitamos cheques”

Aliás, esse evento da Agetra realizado na Assembleia Legislativa revelou como a agência General Câmara (Porto Alegre), do Banrisul encara o uso dos cheques no Brasil.

Ao comparecer na mencionada agência para pagar a guia de recolhimento dos mencionados R$ 10.409, a tesoureira da associação foi obstada por uma ordem da gerência: “Não aceitamos cheque para esse tipo de pagamento”.

Soou estranho... Isso sem falar na burocracia e nos riscos de ter que ir, em outro banco, sacar o dinheiro.

Cruzes, Banrisul, francamente! Será preciso ir a um “posto Ipiranga”, ou... “chamar o Meirelles”? (A propósito, leiam mais sobre ele nos dois tópicos abaixo).

•  Trabalhadores do Brasil

Uma pesquisa qualitativa realizada por uma empresa de Curitiba pediu a 3.000 eleitores, em todos os estados brasileiros, que definissem, independentemente da verdadeira ocupação ou formação profissional, cada candidato - citando uma profissão. O resultado produziu surpresas.

Foi assim: Jair Bolsonaro, militar; Fernando Haddad, professor; Ciro Gomes, motorista de táxi; Geraldo Alckmin, funcionário público; Marina Silva, enfermeira; Álvaro Dias, advogado; Henrique Meirelles: professor de matemática.

•  Fazendo as contas

No sonho em ser presidente da República, Henrique Meirelles gastou R$ 45 milhões até aqui, da própria riqueza. Ele está com 2% das intenções de votos. Considerando os (estimados) 147 milhões de brasileiros que irão às urnas, o ex-banqueiro e ex-ministro tem 2,9 milhões de simpatizantes.

Assim, o “professor de matemática” Meirelles já deve ter concluído que cada voto lhe “custou” R$ 15,52.

Como precisa do apoio de 75 milhões de pessoas (50% do colégio eleitoral), no mesmo raciocínio Meirelles precisaria colocar mais R$ 1 bilhão e 140 milhões no projeto.


Comentários

Bernadete Kurtz - Advogada 02.10.18 | 11:25:21

O desrespeito levado às últimas consequências, na "casa do povo". Lamentavelmente passei por essa situação diversas vezes, por ocasião do perîodo da doença que acabou levando meu companheiro. Ele utilizou cadeira de rodas no ûltimo ano de sua vida, e sentimos na pele a falta de acessibilidade ou acessibilidade precária, em quase todos lugares públicos. Minha solidariedade e meu abraço à colega que sofreu com o injustificável constrangimento.

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