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Edição de sexta-feira , 14 de dezembro de 2018.
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Pílulas eleitorais



Chargista Nani

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PRIMEIRO PONTO:

Falando, ainda, sobre as eleições – cujo processo ainda não terminou – vamos a algumas pílulas até para não causar indigestão a nenhum leitor ou eleitor.

O povo brasileiro, de um modo geral, se queixa de que são sempre os mesmos políticos a ocupar os cargos eletivos. A pergunta é: quem vota neles?

Mais uma vez a Geni dos descontentes ou incrédulos foi a urna eletrônica. Porém, num universo de mais de 140 milhões de eleitores, espalhados por um território com projeção geográfica de um continente - inclusive com fuso horário de duas horas entre o norte e o restante do país - a apuração das eleições estava encerrada cerca de três horas após o término da votação, lembrando que esse não se dá às 17, mas sim às 19h.

Apuração em tão curto espaço de tempo além de evitar desgastes e conflitos, é mais um elemento de segurança em favor dos resultados: a morosidade na apuração abre ensejo a interferências não desejadas.

E mais, quanto à sua segurança, a urna eletrônica foi aprovada pelo grupo de avaliadores internacionais da OEA que atuaram no Brasil nas eleições de 7 de outubro, inexistindo qualquer aspecto de dúvida quanto à segurança do voto eletrônico.

As cidades ganharam com as novas regras de propaganda de rua: praças e ruas limpas, sem poluição visual e de resíduos como papel ou plástico que acabam nos bueiros, escoadores e riachos.

SEGUNDO PONTO:

Para o segundo turno, começará o balcão de negociações. Quem apoiará quem?

O problema é: o eleitorado seguirá as orientações de seus respectivos partidos, de carteirinha ou de opção casual? Surpresas poderão ocorrer.

No segundo turno o que valerá mais? As redes sociais, como flagrantemente se deu no primeiro turno, ou o tempo de TV, dividido em partes iguais entre os candidatos?

As pesquisas erraram feio em algumas situações. A exemplo, o percentual de votos de Jair Bolsonaro na eleição presidencial, os resultados nas eleições para o Senado, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, entre outros casos.

Nesse particular, deu de dez nas pesquisas o levantamento digital – que não é pesquisa! – do grupo Encuestas Digitales, cujo trabalho leva em conta o engajamento digital dos candidatos nas redes sociais, utilizando-se de projeções através de algoritmos dedicados. Por tal metodologia, Bolsonaro chegaria a cerca de 47,25% de votos, apresentando-se Haddad em segundo lugar. Foi quase!

O efeito “Lula” pode ter funcionado para as eleições presidenciais, colocando o PT no segundo turno, mas certamente não foi o caso das eleições para o governo dos Estados nem para o Senado.

E que venha o segundo turno, quando teremos mais pílulas.


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