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Edição de sexta-feira, 22 de março de 2019.

Médico e estudante são denunciados por estupro de jovem



O Ministério Púbico do Rio denunciou por crime de estupro de vulnerável o médico Lucas Pena de Oliveira e o estudante de medicina Guilherme Amorim Tobias. Eles são acusados de envolvimento na violência sexual praticada contra uma jovem.

Segundo investigações feitas pela delegada Juliana Ziehe, da 106ª DP (Itaipava), a vítima foi dopada com ecstasy, após sair de uma festa universitária, e sofreu abuso sexual no apartamento do médico. O crime ocorreu no último dia 31 de agosto, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

O médico e o estudante foram presos dia 1º de outubro, por conta de mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. Ontem (25), a delegada disse que concluiu o inquérito e pediu à Justiça a decretação da prisão preventiva da dupla. Atualmente, a jovem está sendo submetida a tratamento psiquiátrico.

Segundo a delegada, mensagens trocadas por um aplicativo de celular revelam que o médico e o estudante combinaram de comprar a droga para dar a mulheres que fossem à festa. De acordo com as investigações, no dia 31 de outubro, após sair do local onde estava sendo realizado o evento, a vítima, os indiciados e um grupo de amigos pararam em um posto de gasolina.

Neste local, após receber a droga das mãos do estudante de medicina, o médico teria então colocado um comprimido de ecstasy na boca da jovem, sem que ela percebesse que se tratava de um entorpecente. Todos foram para o apartamento onde Lucas mora, onde continuarIam a comemoração.

A vítima lembra que, após chegar ao local, perdeu os sentidos. Horas depois, acordou e percebeu que estava tendo uma relação sexual não consentida com o médico. A jovem relatou ter pedido para que ele parasse, mas não foi atendida e acabou perdendo novamente os sentidos. No dia seguinte, acordou com dores e viu que, no apartamento, estavam ela, o médico e o estudante de medicina.

A polícia foi procurada pela vítima somente 15 dias após a violência. No dia 1º de outubro, policiais civis cumpriram mandados de prisão contra o médico e contra o estudante. Durante a operação, batizada de Tarja Preta, foram apreendidos remédios de uso controlado, maconha e o celular de um dos envolvidos no crime.

O aparelho foi periciado, e os policiais acabaram encontrando a troca de mensagens, em que o médico e o estudante combinaram a compra da droga que seria usada em mulheres na festa.

O médico prestou depoimento e alegou ter mantido relações sexuais consensuais com a jovem. Para a polícia, porém, a relação sexual não foi consentida pela vítima.


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