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Edição de sexta-feira , 21 de dezembro de 2018.
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Uma virada histórica



PONTO UM

Findaram as eleições de 2018. Os resultados do segundo turno, para governadores e para Presidente da República, não chegam a surpreender. De um modo geral, as pesquisas acertaram mais; quando muito ocorreram alguns equívocos nos percentuais. Até é fácil compreender: pesquisar entre opção A e B não é o mesmo que pesquisar entre diversos nomes e tendências.

A merecer destaque, o eleitor! Foi mais participativo, interativo, exercitando o seu voto com muita civilidade. Fez-se ouvir, indo às ruas e circulando pelas redes sociais, embora, por vezes, valendo-se das “fake news”, ponto negativo e que em nada agrega à democracia. Mas os resultados também apontam para algumas novidades, como a figura do novo político.

Wilson Witzel no Rio de Janeiro, Romeu Zema em Minas Gerais e Ibaneis Rocha no Distrito Federal são exemplos significativos dessa tendência, que representa um redondo não à velha política.

PONTO DOIS

Para Presidente da República, Jair Bolsonaro representa um fenômeno eleitoral a ser melhor estudado. Depois de quatro pleitos com a vitória do PT, é eleito para presidente um candidato filiado ao PSL. Bolsonaro ganhou nos Estados do Sul, Sudeste, Centro-oeste, Norte (com exceção do Pará). Haddad ficou com os Estados do Nordeste.

O partido de Bolsonaro não é um partido tradicional, obteve registro no TSE em 1998. Aliás, é possível que a maior parte de seus eleitores sequer saiba qual o partido a que ele está filiado. Seu programa é desconhecido ou quase isso. Optou pelas cores da bandeira, avocando um sentimento nacionalista em brasileiros descrentes com a política; está nas redes sociais há quatro anos, construindo espaços; adotou um discurso anti-PT; não economizou posições polêmicas, por vezes assustadoras para uma sociedade do século XXI. O fato é que recebeu mais de 55% dos votos válidos neste segundo turno, legitimando-se pela vontade popular para governar o país de 2019 a 2022.

Em seu discurso de vitória prometeu quebrar paradigmas e fortalecer o federalismo: “mais Brasil e menos Brasília”. Se essa promessa for cumprida, seu mandato já se justificará.


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