Ir para o conteúdo principal

Edição de sexta-feira, 22 de março de 2019.

A política também tem essas coisas



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

Por Carlos Alberto Bencke, advogado (OAB-RS nº 7.968)

O José Teutônico era um bem-comportado menino na melhor escola privada que frequentou. Cresceu e não era assim uma beleza de arrancar gritinhos nas gurias da cidade. Mas também não era de se jogar fora.

Um dia tornou-se político famoso. Seu gabinete estava recheado de assessores jovens, bonitos, bem vestidos, perfumados, alegres – às vezes até demais.

Teutônico frequentemente saía à tarde e só voltava no final do expediente, com o rosto pálido, cheiro de bebida alcoólica, mas bem-disposto. Mudava o tratamento: se antes era exigente, agitado e durão, passava a ser indulgente, calmo e carinhoso com todos.

Após separar-se da mulher socialite, as saídas de José Teutônico passaram a ser à noite. Falava-se sobre orgias, durante as quais o personagem até apaixonara-se por um belo rapaz que, durante o dia, tratava-o como “Maninho” e à noite chamava-o carinhosamente de “Maninha”.

Teutônico gostava. E fez o (a) parceiro (a) virar assessor.

Até que houve uma ruptura traumática. Inconformado com o rompimento, o assessor espalhou que, na intimidade, fizera isto e aquilo com o chefe, atendendo este e aquele pedidos. Mas que Teutônico estava se esquivando de pagar a pensão alimentícia de que moralmente era devedor. Foi um escândalo!

A “rádio corredor” da OAB – no clima de pós 2º turno e próximas mudanças legislativas brasilienses – informou ontem que tudo foi resolvido e que a ajuda financeira está sendo paga.


Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Charge de Gerson Kauer

   O Doutor Rei da Sinuca

 

O Doutor Rei da Sinuca

A surpresa, em cidade da fronteira gaúcha, quando o advogado - que tinha 99% de sucesso nos encaçapamentos das sete bolas coloridas – rompeu o namoro com a mulher mais ´in-te-res-san-te´ da comarca.

Gerson Kauer

Os dois exagerados

 

Os dois exagerados

Ao realizar a penhora sobre um cavalo (“o mais famoso reprodutor da fazenda”), o oficial de justiça espanta-se com a virilidade do equino, fotografa o animal excitado, e faz uma certidão exageradamente minuciosa. O juiz manda desentranhar a foto e que se risquem 17 palavras do relato oficial feito pelo servidor minucioso.

Gerson Kauer

Nádegas generosas

 

Nádegas generosas

A condenação da editora de uma revista erótica, por causa da legenda ao lado da foto mostrando quadris e rosto de veranista praiana: “Meus olhos são pra ver/ Meu nariz é pra cheirar/ Minha boca é pra comer/ Meu ouvido é pra escutar / Mas também tenho algo pra dar”.

Gerson Kauer

Mulher em caução!

 

Mulher em caução!

Astucioso, o homem sai do motel sem pagar a conta. Surge depois a inusitada ação contra uma mulher, 30 de idade, tentando “receber o valor de uma diária, jantar e bebidas e, cumulativamente, uma reparação financeira, mesmo que pequena, para punir a ré pela trapaça civil cometida”

Gerson Kauer

De grosso calibre

 

De grosso calibre

No prédio com vista para o Guaíba, em que atuam lidadores do direito, chega uma caixa com “uma coisa estranha” endereçada a uma das doutoras da casa. Seria um “bilau” de brinquedo? O decano deu a solução na reunião em que participaram as cabeças mais lúcidas da Casa: “Temos que rever nossos conceitos”.

Charge de Gerson Kauer

O namorado do juiz

 

O namorado do juiz

Na comarca de entrância intermediária, um dos juízes é gay. Seu então parceiro é um técnico em informática de uma grande empresa agro comercial. Afinados, os dois homossexuais têm apenas uma única grande diferença: a questão salarial. De repente, há um tombo financeiro.