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Edição de sexta-feira , 17 de maio de 2019.
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Menino de 8 anos filma o bullying que sofreu da professora



Deposit Photos

Imagem da Matéria

 Bullying na escola (1)

A 9ª Câmara Cível do TJ do Rio de Janeiro condenou, na semana passada, o Colégio Notre Dame de Ipanema e uma professora do ensino básico a pagarem R$ 36 mil de reparação moral a um aluno e à mãe dele como punição financeira por comportamento agressivo da educadora e omissão da escola ante reclamações que já lhe haviam sido formuladas.

Uma gravação de vídeo e áudio feita pelo infante, que na época, tinha oito anos de idade foi a prova decisiva acolhida pela maioria do órgão julgador para concluir “ter sido ele humilhado diante dos colegas”.

Detalhe: o pai do estudante havia falecido recentemente e a criança – que tinha bons comportamento e aproveitamento anteriores – negava-se, por introspecção e sentimento, a participar da tomada festiva de uma foto de toda a turma de classe, que era determinada pela professora.

Para pais e avós que têm filhos frequentando o ensino-base, o acórdão é algo que merece ser lido. (Proc. nº 0012269-85.2017.4.04.8000). Para ler a íntegra do acórdão (nomes da criança e de sua mãe suprimidos), clique aqui.

 Bullying na escola (2)

Duas significativas passagens do acórdão:

- “Vê-se, no caso concreto, que o menino fez a gravação como um pedido de socorro e que devem ser avaliadas no contexto as provas que puderam ser produzidas pelas partes autoras: gravação e declaração do psiquiatra da criança, provas estas não refutadas nos autos”.

- “Talvez a professora, considerando sua larga experiência e boas informações sobre a sua atuação, estivesse passando por fase de desgaste extremo e precisasse também da ajuda da escola, que se omitiu”.

• A bíblia de Lula

José Dirceu segue jurando candura, insistindo que foi condenado sem provas e que jamais recebeu propinas, “mas somente honorários como consultor”. A tecla é semelhante à que é brandida verbalmente por Lula: “Sou inocente

A diferença é que – enquanto, desde 7 de abril, o ex-presidente está preso em Curitiba – em 21 de agosto passado Dirceu convenceu a maioria da 2ª Turma do STF de que a pena aplicada em 19 de abril pelo TRF-4, de 30 anos, 9 meses e 10 dias, está extrapolada, com o que será necessário aguardar o julgamento pelo STJ.

A propósito, direto de Brasília, Madame Tartaruga informou ao Espaço Vital, ontem, a situação atualizada do recurso especial do consultor Dirceu: “Autos com vista ao MPF desde 18.10.2018”. Bem contados, um mês e um dia.

O recesso do Judiciário chega no dia 20 de dezembro. Salvo melhor juízo, tudo fica para fevereiro. Ou para março, depois do carnaval. (REsp nº 1774165).

• O (in) útil Eunício

Se Michel Temer sancionar o projeto de lei que concede 16,3% de aumento salarial, a magistratura brasileira terá que, também, elevar preces de agradecimento à imortalidade parceira do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

No mesmo dia em que colocou em votação, com regime de urgência, o reajuste financeiro, Eunício – defenestrado pelas urnas em 7 de outubro - jogou no ralo mais um pouco de dinheiro público. Viajou de Brasília a Fortaleza, num jatinho da FAB, a fim de participar da... inauguração de uma obra do metrô!

Em Fortaleza permaneceu quatro horas. E deu meia-volta a Brasília, onde terá poder até 31 de janeiro.

Mãe União paga a conta.

• Amor de vovô

Jacob Barata, “o rei dos ônibus” no Rio, fez uma baita festança para a sua neta de 15 anos, no rico Itanhangá, na semana passada. Teve até show de Ludmilla – informa o colunista Ancelmo Gois, de O Globo.

Coisa de mais de R$ 1 milhão – segundo experts em tarifas de transporte coletivo.

O amigo de Gilmar segue podendo.

• Quem perdeu

Dos brasileiros que em 2017 trabalhavam, 13,5% perderam o emprego ou as ocupações que lhe garantiam subsistência. Destes, 4% eram servidores públicos; 4,6% patrões; 15,9% atuavam por conta própria; e 22% se definiram como “simplesmente empregados sem carteira assinada”. Os dados são da Fundação Getúlio Vargas.

No mesmo ano, o mercado de ocupação para estagiários (as) de Direito, em todo o país, caiu 6,8%.

• Sem paridade

A Consultoria Idados tabulou números do Ministério do Trabalho que revelam qual o impacto, na prática, da diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil. Em 2017 significou 49 dias de trabalho não remunerado para elas.

Ou, sendo mais explícito: no ano passado, as mulheres ganharam, em média, 87% da remuneração, por hora, paga aos homens, nos mesmos cargos e com exigência de igual escolaridade.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

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