Ir para o conteúdo principal

Edição de sexta-feira , 17 de maio de 2019.
https://espacovital.com.br/images/mab_123_17.jpg

A juíza federal Gabriela Hardt não toca flauta!



Arte de Camila Adamoli – reprodução do Youtube

Imagem da Matéria

 Flautista? Não! É fake!

Desde terça-feira (20) circula, no WhatsApp, um vídeo atribuindo à juíza federal Gabriela Hardt – substituta de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) - a condição de flautista amadora, integrante do quarteto Choronas. Seria um hobby da magistrada, além da sua reconhecida disposição de participar de competições de natação.

No bem feito vídeo – com excelentes imagens e som muito bom – quatro mulheres, vestindo chamativas roupas vermelhas, apresentam-se num bem arranjado palco, interpretando o choro Brasileirinho, de autoria de Waldir de Azevedo.

Uma das versões desse vídeo, gravada em 2014, apresenta uma legenda: “A juíza Gabriela, que tocou séria flauta processual em Lula, também toca flauta de verdade, eventualmente, nos palcos”.

Mas_tal conjunto musical Choronas era formado – na época da gravação - por Ana Cláudia César (no cavaquinho), Paola Picherzky (no violão), Roseli Câmara (na percussão) e Gabriela (na flauta). Detalhe importante: desta última, o sobrenome é Machado – nada a ver com o sobrenome Hardt, da magistrada. Mais: em 2015 a flautista e compositora Maicira Trevisan entrou no lugar de Gabriela Machado.

O grupo existe desde 1994, tem sua sede em Santos (SP) e lançou em 2008 seu primeiro álbum independente: "O Brasil Toca Choro". Essa coletânea reúne obras inéditas de compositores das variadas regiões do Brasil além de clássicos como Brejeiro, Apanhei-te Cavaquinho, Assanhado, etc. O álbum é resultado da turnê que o grupo realizou em 2005 pelo Brasil, comemorando seus dez anos de existência.

Para 2019, no seu 25º ano de atuação, o grupo Choronas tem planos para a gravação de seu 4º álbum.

Reiterando: atribuir à juíza Gabriel Hardt a condição de flautista amadora é fake. Mas vale a pena ver o interessante vídeo das Choronas, com a flautista Gabriela Machado, clicando aqui.

  Sicredi X Socicredi

Decisão da 5ª Câmara Cível do TJRS confirmou sentença que condenou a Socicred Sociedade de Crédito ao Microempreendedor a indenizar a Sicredi Participações pelo uso indevido, por aquela, do termo “Socicred” . Os lucros cessantes serão apurados em liquidação de sentença.

Em precedente ação, a Justiça Federal havia reconhecido a nulidade da marca de titularidade da Socicred, ou de qualquer outro que imite a marca Sicredi, “por causa da confusão comercial”.

O novo julgado concedeu indenização por danos materiais pelo tempo em que a demandada permaneceu utilizando a marca após a primeira decisão transitar em julgado. (Proc. nº 001/1.17.0125668-2).

 Home care, mesmo sem previsão contratual

Por maioria, a 3ª Turma do STJ decidiu que a Bradesco Saúde deve fornecer cobertura de internação domiciliar a uma paciente enferma e portadora de Mal de Parkinson, “pois este seria o único meio pelo qual a beneficiária de 81 anos conseguiria uma sobrevida saudável”.

Para o colegiado, diante das circunstâncias, é legítima a expectativa de a recorrente de receber o tratamento conforme a prescrição do neurologista.

Beneficiária do plano de saúde desde 1984, a idosa recebeu orientação médica para home care, diante da piora do seu quadro de saúde, agravado pela doença de Parkinson, com a apresentação de gastrostomia, dieta enteral, aspiração pulmonar e imobilismo. A operadora negou o serviço, pois não haveria “a respectiva cobertura no contrato”.

A ministra Nancy Andrighi ressaltou que “afastar a obrigação de fazer da operadora de plano de saúde em fornecer a internação domiciliar da beneficiária idosa e enferma implica tornar inútil o plano cuja contratação já dura 34 anos, na expectativa de ser devidamente atendido no tratamento de sua saúde”. (REsp nº 1.728.042).

 Tempo à disposição

O Tribunal Superior do Trabalho considerou como “tempo à disposição do empregador” o período em que um auxiliar de produção da JBS, em Coxim (MS), aguardava para embarcar no ônibus cedido pela empresa para voltar para casa. Na reclamação trabalhista, o trabalhador afirmou que, pelo menos três vezes por semana, esperava entre 20 e 30 minutos pelo ônibus da empresa ao fim da jornada, depois de ter registrado o ponto de saída.

Ele alegou que nesse período continuava à disposição do empregador, como prevê o artigo 4º da CLT, “pois não poderia fazer mais nada estando longe de casa e em região pouco habitada da cidade”.

Conforme o julgado superior, “o tempo gasto na espera pela condução fornecida pela empresa deve ser considerado tempo à disposição e, portanto, ensejar o pagamento de horas extras quando extrapolada a jornada normal de trabalho”.

O processo volta agora à origem para a fase de prova de que, realmente, a empresa atrasava a levar os operários para casa. (RR nº 24102-95.2016.5.24.0046).


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Mais artigos do autor

Motorista pode ter desconto em salário, em razão de multas de trânsito

• Decisão do TRT-RS confirma sentença proferida na JT de Canoas: “Legítimos os descontos em questão, por serem correspondentes aos prejuízos causados pelo empregado à empresa”.

•  STJ julga no dia 5 causa de US$ 500 milhões: investidores contra a Ambev

 Os atos de oficiais de justiça podem passar a ser cobrados nos Juizados Especiais.

 Dez integrantes do MPF inscritos como candidatos ao cargo de procurador-geral da República.

 Delegados de polícia, procuradores de Estado e da Assembleia Legislativa e defensores públicos não têm direito ao foro privilegiado.

As três máquinas italianas de café expresso que serviam Lula

  Eram aparelhos grandes e profissionais, para que nas viagens sempre houvesse café bem quente em todas as paradas. No caso de viagens com escalas, a primeira máquina - depois de cumprir sua missão – era embarcada em voo especial para a última parada do então presidente.

  O indeferimento de novo penduricalho para a magistratura gaúcha. A Ajuris queria, via administrativa, que o TJRS instituísse o “auxílio-creche”, livre de imposto de renda. Que feio!

  Nova decisão do TST manda pagar, como horas extras, o tempo de trabalho prestado por advogado, a partir da quarta hora diária e da vigésima semanal, acrescidas do adicional de 100%.

Caso gaúcho de doação de óvulos entre duas irmãs

  Decisão desta semana da Justiça Federal do RS autoriza o descumprimento de resolução do Conselho Federal de Medicina que proíbe que doadores(as) e receptores (as) de gametas e embriões conheçam a identidade um do outro.

  Caso de planejamento familiar semelhante também teve, em 2018, sentença favorável em mandado de segurança julgado pela JF de São Paulo.

  Os espaços em que Bolsonaro investe na imagem pessoal, em canais de tevê de menor audiência. Enquanto isso, Globo e globais continuam de fora.

Consumidora gaúcha obtém sentença que garante a devolução de veículo defeituoso

 A Ford e a Ribeiro Jung reembolsarão a prejudicada com R$ 54 mil (mais correção e juros) e pagarão reparação moral de R$ 5 mil.

 Leia a íntegra da sentença da ação consumerista que expõe defeitos repetitivos numa Eco Sport comprada nova.

 A crise brasileira levará quase um milhão de famílias a engrossar as classes D/E em 2019.

 Juízes federais também querem prestar jurisdição eleitoral. Vale R$ 5.390 mensais, livres de tributação.

 Nos Correios, um chefe a cada dois servidores.

Grampo autorizado judicialmente revela desembargador pedindo “vaga fantasma” para esposa, filho e sogra

 Interceptações telefônicas revelam que o magistrado Alexandre Victor de Carvalho (foto), do TJ-MG, adianta que promotores não fiscalizam.

 Na Assembleia Legislativa mineira a negociação foi feita com o então procurador-geral, Augusto Mário Menezes Paulino, que – numa das ligações grampeadas - alerta o magistrado sobre a possibilidade de a nomeação configurar nepotismo cruzado.

 “Você acha que vale a pena arriscar?” - questiona o desembargador. “Acho que não! Fica com uma bundona na janela danada” - responde a outra voz.

Depois da censura à imprensa, o Supremo prepara a faustosidade gastronômica

Aberta licitação para a contratação do fornecimento de 2.800 refeições, 180 cafés, 180 “brunchs” e outros múltiplos quitutes.

Os coquetéis serão em número de três, para 1.600 pessoas.

Os vinhos brancos têm um pré-requisito: suas uvas deverão ter sido colhidas à mão.

O edital não fala em Engov contra ressacas. Mas...

 Um veterinário para o Tribunal de Contas.

 Lula disse que a prisão o deixou “mais humano”. Há controvérsias.